União pede que Justiça não autorize recuperação judicial da Ulbra

A recuperação judicial da Ulbra engloba dívidas financeiras, com fornecedores e trabalhadores. O montante chega a R$ 2,4 bilhões. Outros R$ 5,8 bilhões são as dívidas tributárias já renegociadas

Por Portal de Notícias 13/05/2019 - 09:52 hs
Foto: Banco de Dados
União pede que Justiça não autorize recuperação judicial da Ulbra
A decisão também deu 15 dias de prazo para a mantenedora da Ulbra, a Aelbra, manifestar-se

Apesar de a recuperação judicial da Ulbra não considerar as dívidas tributárias, a União solicitou que o pedido não seja autorizado pela Justiça. Requisitou ainda que fosse cadastrada como parte interessada no caso. De acordo com informações da Rádio Gaúcha, o juiz Marcelo Tonet determinou a entrada da Fazenda Nacional no processo, argumentando que é credora da instituição, mas ainda não houve definição se a recuperação judicial será ou não autorizada pela Justiça.

A decisão também deu 15 dias de prazo para a mantenedora da Ulbra, a Aelbra, manifestar-se. Segundo o despacho do juiz, o objetivo é assegurar o contraditório antes da decisão sobre o pedido de recuperação judicial. O advogado da Ulbra no processo de recuperação judicial, Thomas Dulac Müller, informa que a manifestação à Justiça será feita nesta segunda-feira (13). Ele reforça que os débitos da universidade com a União não entraram no pedido de recuperação judicial porque já estão sendo pagos em renegociação feita anteriormente. “A recuperação judicial de uma empresa visa exatamente garantir o pagamento dos credores. São eles que dirão se querem receber tudo, se aceitam receber menos, se querem receber de forma alongada ou querem a falência. O destino da empresa é definido pelos credores”, disse à Gaúcha.

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A recuperação judicial da
Ulbra engloba dívidas financeiras, com fornecedores e trabalhadores. O montante chega a R$ 2,4 bilhões. Outros R$ 5,8 bilhões são as dívidas tributárias já renegociadas.
O pedido da Ulbra foi ajuizado na segunda-feira (6).
Se houver o deferimento pela Justiça, a universidade terá 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial para ser aprovado por credores. Enquanto isso, a instituição afirma que o calendário escolar segue normalmente e trabalha para regularizar o calendário de pagamento de funcionários do administrativo e professores.