Marlon Santos toma posse como presidente do Legislativo Gaúcho

antos disse que o momento atual precisa ser de respeito institucional, lembrando que todos os deputados e autoridades dos demais poderes têm a preocupação de melhorar o Estado

Por Portal de Notícias 02/02/2018 - 10:17 hs
Foto: Divulgação
Marlon Santos toma posse como presidente do Legislativo Gaúcho
Marlos Santos assume a presidência da Assembleia

Em sessão solene na tarde de quinta-feira, 1º, o deputado Marlon Santos (PDT) foi eleito e empossado como presidente da Assembleia Legislativa para o quarto e último ano da 54ª Legislatura. Parlamentares, autoridades, amigos e familiares acompanharam a cerimônia no Plenário 20 de Setembro.

Além de Marlon Santos, foram eleitos para a Mesa Diretora 2018 os deputados Juliano Roso (PCdoB), como 1º vice-presidente; Nelsinho Metalúrgico (PT), 2º vice-presidente; Edson Brum (PMDB), 1º secretário: Frederico Antunes (PP), 2º secretário; Zilá Breitenbach (PSDB), 3º secretária; e Maurício Dziedricki (PTB), 4º secretário. Os suplentes de secretário são os deputados Gilmar Sossella (PDT), Liziane Bayer (PSB), Missionário Volnei (PR) e Edu Olivera (PSD). Os integrantes ficarão à frente do Parlamento gaúcho até 31 de janeiro de 2019.

Pronunciamentos

Em primeiro pronunciamento como chefe do Poder Legislativo, Marlon Santos começou cumprimentando a bancada do PDT, sua equipe e família, além dos integrantes de seu partido. Quanto aos colegas deputados, agradeceu os ensinamentos.

- Continuarei na presidência sendo o mesmo, mas ainda mais humilde - garantiu.

Também disse que o trabalho de aproximação da AL com a imprensa, já iniciado nas gestões anteriores, será intensificado.

- Nossa comunicação vai se dar e se estabelecer sempre de forma que vocês possam levar daqui todo o trabalho bonito que a Assembleia Legislativa faz e que, às vezes, chega de maneira confusa lá fora - declarou.

Marlon ainda disse que o momento atual precisa ser de respeito institucional, lembrando que todos os deputados e autoridades dos demais poderes têm a preocupação de melhorar o Estado e não são os responsáveis pela crise que o RS enfrenta, apenas a herdaram.

- Acredito que é hora de um pouco mais de sensibilidade e de menos ideologismo - opinou.

Dirigindo-se ao governador em exercício, José Paulo Cairoli, presente na sessão, convidou-o para reunião antes de terça-feira, quando o projeto de adesão do Estado ao Regime de Recuperação do Estado, que não foi apreciado durante a convocação extraordinária desta semana, tranca pauta em plenário.

- Às vezes, a gente pode discutir mais feio dentro de uma sala, mas se a gente começar a brigar em público fica muito chato para o Estado -  avaliou, referindo-se ao "clima de guerra" que instalou após a AL não votar nenhuma das propostas do Executivo durante a convocação extraordinária do governador José Ivo Sartori.

Em seu pronunciamento de despedida, Edegar Pretto falou da gestão compartilhada que garante o rodízio na presidência na Casa das quatro maiores bancadas.

- Quero lembrar que este entendimento respeita a vontade popular, respeita a proporção partidária e enaltece a democracia do Parlamento gaúcho - destacou. Lembrou que, por meio da gestão responsável da Casa, foi possível investir na recuperação do prédio que abriga a Assembleia gaúcha.

Ainda citou algumas das causas debatidas, ao longo de 2017, em atividades no Palácio Farroupilha e no interior do estado, como a igualdade de gênero, a alimentação saudável, a defesa da educação, o papel do Estado e a democracia. A luta pelas perdas da Lei Kandir e a reforma da previdência foram outros temas em destaque durante o ano, conforme lembrou Edegar.

- Seguirei com meu trabalho parlamentar, defendendo as causas que podem ser comuns a todos os gaúchos e gaúchas - finalizou.