Sindicato dos policiais civis diz que agentes estão expostos

Direção da UGEIRM esteve em Butiá, depois do assalto a bancos no fim de semana

Por Portal de Notícias 11/01/2018 - 08:33 hs
Foto: Divulgação
Sindicato dos policiais civis diz que agentes estão expostos
Direção da UGEIRM Sindicato esteve em Butiá

A direção d UGEIRM - Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS - esteve, na quarta-feira, 10, na cidade de Butiá para verificar as condições de trabalho dos policiais civis.

No último sábado, 6, o município foi vítima de um ataque a três agências bancárias da cidade. Um bando de, pelo menos, 15 assaltantes fortemente armados, efetuou ataques com explosivos às agências do Banrisul, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com isso, Butiá entrou na rota dos assaltos a banco que vêm aterrorizando o interior do estado. De acordo com a UGEIRM, esse tipo de assalto já está sendo chamado de Novo Cangaço, pois se caracteriza pelo ataque de bandos fortemente armados que assaltam várias agências bancárias e, muitas vezes, tomam a cidade de refém.

Policiais expostos e sem condições de reagir

O quadro encontrado pela direção da UGEIRM em Butiá é preocupante, especialmente quanto ao efetivo. No momento oito agentes estão lotados na cidade, sendo que quatro deles são responsáveis pelo plantão, restando para os outros quatro todos os serviços de investigação e de cartório da delegacia. “É importante ressaltar, que a DPPA de Butiá é uma das únicas de toda a região Carbonífera que possui plantão permanente, sendo responsável por atender várias outras cidades”, diz o Sindicato.

A situação da Brigada Militar na cidade não é melhor do que a da Polícia Civil. No momento do assalto de sábado, apenas dois policiais militares realizavam o patrulhamento da cidade, que tem mais de 20 mil habitantes. Esses dois policiais chegaram a trocar tiros com os assaltantes, com um deles sendo ferido de raspão. Durante a ação criminosa, os assaltantes desferiram tiros contra o prédio da Brigada Militar, com um dos tiros passando ao lado de um dos policiais.

“A interiorização do crime no Rio Grande do Sul, já é uma realidade que vem sendo construída há algum tempo, com a diminuição expressiva do efetivo policial e a falta de política de segurança pública do governo estadual Se nenhuma providência for tomada, a situação pode se tornar irreversível. O prefeito de Butiá, afirma que já solicitou ao governo do estado o aumento do efetivo da polícia na cidade, porém até agora não foi atendido”, diz o Sindicato.