Menino de Charqueadas morre após explosão de foguete em praia na Grande Florianópolis

Murilo era neto do ex-diretor da Aços Finos Piratini e ex-vereador de Charqueadas, Geraldo Theisen.

Por Portal de Notícias 07/01/2018 - 19:19 hs
Foto: Reprodução / Facebook
Menino de Charqueadas morre após explosão de foguete em praia na Grande Florianópolis
Murilo Theisen era neto do ex-verfeador Geral Theisen

Um menino de sete anos morreu após a explosão de um foguete na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. O episódio ocorreu por volta de 9h deste domingo, 7. Segundo a Polícia Civil, um homem estava atirando foguetes na praia desde cedo, onde a criança e outras pessoas se banhavam. Ele foi preso em flagrante, mas solto no final da tarde.

Um dos foguetes foi lançado para o mar e explodiu na água, entre o garoto, Murilo Theisen, e o pai dele, Vladimir Santos. O próprio pai foi quem retirou da água o filho. Os bombeiros foram acionados e fizeram os primeiros socorros, mas não foi possível salvá-lo. O comandante de operações aéreas do Corpo de Bombeiros, major George de Vargas Ferreira, que atendeu à ocorrência, disse que, em princípio, o foguete não atingiu a criança. 

Segundo o comandante, não havia lesões aparentes de choque no peito do menino. Porém, só o exame cadavérico do Instituto Médico Legal poderá precisar o que causou a morte. O documento deve ficar pronto ao longo da semana. Conforme as informações que os bombeiros apuraram no local, o garoto teria desmaiado no colo do pai após a explosão. 

Quando o helicóptero Arcanjo chegou ao local, havia banhistas fazendo massagem cardíaca no menino. Os socorristas continuaram com os procedimentos por cerca de meia hora, mas sem sucesso.

A família de Murilo é natural de Charqueadas e há seis meses havia se mudado para a Palhoça. Murilo era neto do ex-diretor da Aços Finos Piratini e ex-vereador de Charqueadas, Geraldo Theisen. Segundo a família, o velório e o sepultamento ocorrerão nesta segunda-feira, 8, e, Charqueadas.

Suspeito foi solto por "falta de materialidade"

O responsável por disparar os fogos de artifício se chama Gean Fabrício Hang, de 39 anos. Ele foi detido pelas pessoas que estavam na praia até que chegasse a Polícia Militar. O homem, que é natural de São José, foi preso e levado para a Central de Polícia de São José. 

De acordo com o delegado Alexandre Carvalho de Oliveira, da Central de Polícia Regional de São José, Gean foi conduzido à delegacia como suspeito de causar a morte do menino, mas acabou sendo solto porque a criança não possuía lesões no corpo, situação que o delegado classificou como "falta de materialidade".

— Segundo o médico legista, o motivo não foi o rojão, não foi um trauma, foi sim afogamento por asfixia. Tinha água nas vias aéreas do menino — informou o investigador.

O caso será encaminhado para a delegacia de Governador Celso Ramos, que poderá ou não pedir a prisão do homem. O laudo cadavérico fica pronto nessa semana e pode indicar se o menino já tinha se afogado antes da explosão, por exemplo, ou se ele foi se proteger do foguete e se afogou. 

Com informações do Diário Catarinense