Vereador Nenê pede desculpas por ofensa racial

Claudionor Nilson (Nenê) falou sobre o caso na última sessão do Legislativo de Charqueadas de 2017

Por Portal de Notícias 04/01/2018 - 10:47 hs
Foto: Divulgação
Vereador Nenê pede desculpas por ofensa racial
Cerca de 80 pessaos compareceram à sessão para apoiar o vereador

atualizado às 13h15min

Cauê Florisbal

Pouco mais de um mês, depois do vazamento na internet de um áudio do vereador Claudionor Nilson (Nenê, PDT), de conteúdo racista e onde ele criticou um movimento de servidores da Susepe que pede melhorias na ERS-401, próximo ao complexo prisional em Charqueadas, o vereador decidiu se manifestar sobre o caso. No Legislativo, tramitam três pedidos de cassação do mandato do vereador por conta do ocorrido.

Em seu pronunciamento na tribuna do Legislativo na última sessão de 2017, Nilson pediu desculpas pelo acontecido.

- Quero deixar bem claro que sempre lutei pela democracia e igualdade, sempre fui e sempre serei contra qualquer tipo de segregação. O ser humano não se diferencia por raça, sexo, ou classe social. Todos que me conhecem e convivem comigo tem ciência no meu caráter e profissionalismo, mas como qualquer outra pessoa, não sou perfeito. Erros se cometem e àqueles que por ventura tenha ofendidos involuntariamente, peço desculpas – disse Nilson.

Cerca de oitenta pessoas compareceram ao Legislativo para apoiar Nilson, que agradeceu o apoio recebido. Também durante a sessão, um abaixo-assinado com 107 assinaturas em apoio ao vereador foi entregue ao presidente da Câmara de Vereadores.

- Obrigado a esse pessoal que está sendo solidário, aprovando um trabalho de um ano que está sendo feito – disse Nilson.

O áudio circulou através do aplicativo de mensagens de WhatsApp e teve forte repercussão negativa pelo conteúdo considerado racista e de desrespeito à categoria dos servidores penitenciários. O vereador se referiu ao presidente da Associação dos Servidores Penitenciários de Charqueadas (ASPEC), Itamar Goulart, como “nego” e, ainda, à categoria dos agentes como “tropa de sem-vergonha”.

“Eu passei pra ele aquela foto que saiu no jornal, aqui da lombada (...). Ele vai entender o recado. Procurei as autoridades, mas não foi capaz de dizer que alguma coisa foi feita, né? Mas é sempre assim, aquele ‘nego’ eu já tinha visto a cara dele lá. Isso aí é ‘acomunado’ lá com o Chiquinho, aquela tropa de sem-vergonha, mas eles vão vir de novo”, diz a gravação.


Segundo o delegado de Polícia de Charqueadas, Marco Schalmes, foi realizado um termo circunstanciado sobre o caso e o procedimento já foi remetido ao Poder Judiciário. Schalmes informa que por tratar-se de ação penal privada, será necessário que a parte ofendida apresente queixa-crime para que a ação tenha andamento.

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