Sindimetal cobra ação dos políticos em relação ao polo naval do Jacuí

Instalações da Iesa Óleo e Gás apresentam visíveis sinais de sucateamento

Por Portal de Notícias 15/12/2017 - 16:50 hs
Foto: Cauê Florisbal
Sindimetal cobra ação dos políticos em relação ao polo naval do Jacuí
Manifestação teve bloqueio da ERS-401 e entrada no estaleirop da Iesa Óleo & Gás

Cauê Florisbal

Integrantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas (Sindimetal) bloquearam a ERS-401, em frente à Iesa Óleo e Gás na manhã da última quarta-feira, 13. Em seguida os sindicalistas entraram no estaleiro, desativado desde o final de 2014.

As instalações da empresa mostram visíveis sinais de sucateamento, com muitas peças enferrujadas, abandonadas ou guardadas em containeres. Segundo o presidente do Sindicato, Jorge Luiz Carvalho (Luizão), a mobilização teve como finalidade buscar a mobilização política na tentativa de uma solução para o polo naval.

- É deprimente. Fizemos esta ação para ver se os políticos, prefeito e vereadores tomam conhecimento desta situação. Têm materiais se oxidando, alguns já foram retirados. São materiais que giram em torno de R$ 400 milhoes. O Sindicato quer trazer para a ordem do dia a busca de apoio dos políticos. Ficamos revoltados porque são milhões em dinheiro público sendo sucateado. É inadmissível o desinteresse da classe política da região Carbonífera – diz Carvalho.

Carvalho afirma que a revolta é em decorrência do dinheiro público aplicado em um investimento que não deu certo e exige que as lideranças políticas cobrem uma ação da Petrobras.

- O material que está sendo preservado pertence à Iesa Óleo e Gás, mas o que está abandonado é da Petrobras, que é dinheiro público, dinheiro nosso. Não podemos aceitar, pois isso é uma estrutura que pertence ao estado – ressalta Carvalho.

A crise da Iesa Óleo e Gás iniciou no final de 2013, quando a Petrobras anunciou a rescisão do contrato de R$ 1,3 bilhão com a empresa, investigada na Operação Laja Jato da Polícia Federal, para produzir módulos de plataformas de petróleo. Com isso, a empresa, que enfrentava dificuldades financeiras na época, demitiu mais de mil trabalhadores em Charqueadas.