Nas projeções do Sicredi, economia deve continuar trajetória de recuperação em 2018

Taxa de desemprego continuará recuando e encerar abaixo de 12% no término do próximo ano

Por Portal de Notícias 01/12/2017 - 17:13 hs
Foto: Divulgação
Nas projeções do Sicredi,  economia deve continuar trajetória de recuperação em 2018
Pedro Lutz Ramos, gerente de Análise Econômica do Banco Cooperativo Sicredi

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,6 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros – conquistou o primeiro lugar do ranking de projeções econômicas “Broadcast Projeções Top 10 Básico”, referente ao terceiro trimestre de 2017.

O ranking conta com 65 participantes, entre instituições financeiras e consultorias de todo país, que enviaram suas expectativas para inflação (IPCA e IGP-M), taxa Selic e dólar para o período entre julho e setembro. A lista contempla as instituições financeiras que realizaram projeções do cenário macroeconômico que mais se aproximam da realidade.

- Este reconhecimento demonstra o empenho dos profissionais do Sicredi em realizar projeções que auxiliem não só a nossa instituição, mas principalmente os nossos milhões de associados - comenta o gerente de Análise Econômica, Pedro Ramos.

Para o último trimestre de 2017, a área econômica do Sicredi projeta um cenário de estabilidade, com juros baixos, inflação ainda controlada e taxa de câmbio próxima ao patamar atual.

Confira a seguir as projeções para a economia e m2018 no estado, de acordo com gerente de Análise Econômica do Banco Cooperativo Sicredi, Pedro Lutz Ramos.

Qual é o cenário real da crise econômica no país e no Rio Grande do Sul?

A economia brasileira vem dando sinais de retomada da atividade econômica ao longo deste ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 1,0% e 0,2% no primeiro e no segundo trimestre, respectivamente e devendo apresentar crescimento anual após dois anos de retração consecutivos. Nos três primeiros meses do ano, o crescimento ficou concentrado basicamente no setor agropecuário, diante do resultado recorde da safra agrícola 2016/2017 (IBGE estima alta em torno de 30% em relação à safra anterior). Por sua vez, o segundo trimestre foi impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, beneficiado pela alta da massa de salários reais (causada pelo aumento da população ocupada e pela forte desaceleração da inflação), o avanço das concessões de crédito para o segmento de Pessoa Física e, por último, a liberação do saque das contas inativas do FGTS, que trouxe renda adicional para as famílias. Para o segundo semestre e ao longo do próximo ano, a economia deverá continuar em trajetória de recuperação refletindo a redução da taxa de juros e a melhora no mercado de trabalho.

Assim como ocorreu na economia brasileira, o Rio Grande do Sul também saiu da recessão, apresentando desempenho superior ao observado no Brasil. A economia gaúcha teve crescimento de 1,9% e 0,7% no primeiro e segundo trimestre, respectivamente. O primeiro trimestre foi impulsionado pelo setor agropecuário que auxiliou os outros setores (indústria e serviços) a também apresentar ganhos nos três primeiros meses do ano. Por sua vez, o segundo trimestre, assim como observado na economia brasileira, também foi puxado pelo consumo das famílias, este beneficiado pelos mesmo fatores destacados anteriormente.

Qual o cenário do mercado de trabalho no Rio Grande do Sul?

Com relação ao mercado de trabalho, após ultrapassar o nível de 13,5% entre março e abril deste ano, a taxa de desemprego começou a declinar nos últimos meses, alcançando 12,4% no mês de setembro, de acordo com os dados do IBGE. O mercado de trabalho tem apresentado uma recuperação mais rápida do que a esperada, com destaque para o avanço do número de ocupados na economia. Os salários reais também têm apresentado ganho (de 2,0% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2016). A queda da taxa de desemprego está em linha com os números positivos do Ministério do Trabalho e Emprego que sinalizam uma criação liquida de pouco mais de 140 mil vagas no acumulado do ano até setembro no Brasil e de mais de 58 mil vagas no Sul do país. Para frente, deveremos continuar observando melhora no mercado de trabalho com redução na taxa de desemprego, à medida que a atividade econômica do Brasil e do Rio Grande do Sul permaneça crescendo ao longo do próximo ano.

Quais as principais alternativas que apresentam perspectivas de crescimento no estado?

Alguns setores ganham destaque diante da perspectiva positiva esperada para o próximo ano: saúde humana e serviços sociais, considerando a crescente demanda da população brasileira por esses tipos de serviços, com o envelhecimento populacional do brasileiro e aumento da expectativa de vida; celulose, papel e produtos de papel, diante da característica exportadora da economia brasileira; veículos, setor que será beneficiado pela queda de juros e, consequentemente, volta do consumo das famílias neste e no próximo ano. Além desses setores, vale destacar a boa perspectiva para os setores de alimentação; atividade esportivas e de recreação; e educação.

De que forma o Sicredi vem administrando este cenário e quais as projeções de crescimento?

A Gerência de Análise Econômica do Sicredi projeta um crescimento de 0,9% do PIB para este ano e de 2,7% para o ano de 2018. Este crescimento está baseado principalmente pelo aumento do consumo das famílias diante da redução da taxa de desemprego e melhor do mercado de trabalho. Em relação a este último, projetamos que a taxa de desemprego continuará recuando ao longo dos próximos meses e 2018, encerando abaixo de 12% no término do próximo ano.