Mina Leão II: patrimônio gaúcho abandonado

Sindicato se mobiliza contra a privatização da CRM

Por Portal de Notícias 27/10/2017 - 15:55 hs
Foto: Divulgação
Mina Leão II: patrimônio gaúcho abandonado
Máquinas estão abandonadas nos galpões da companhia

Na sexta-feira, 22 de setembro, a Nova Central-RS esteve na cidade de Minas do Leão, a convite do Sindicato dos Mineiros do RS, visitando a Mina Leão II, que pertence à Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Construída em 1980, a Leão II foi projetada para extrair 240 mil toneladas de carvão mineral por mês e, ainda, para ser inicialmente uma usina de gaseificação financiada pelo Programa de Mobilização Energética, mas foi deixada de lado pelo governo.

Depois, a usina foi arrendada para Carbonífera Criciúma, que fez algumas benfeitorias, mas acabou falindo.

A mina, que tem 222 metros de profundidade e passa embaixo de um açude, tem três aberturas: uma entrada de serviço, outra por onde sai o carvão por uma esteira e o poço de ventilação. Está a 128 metros abaixo do nível do mar, possui 12 quilômetros de galerias e sua subestação conduz a energia para a cidade de Minas do Leão.

Seguindo os sindicalistas, no depósito da usina estão todos os equipamentos necessários para que funcione, como um trem de transporte elétrico, uma escavadeira para extrair o carvão e todos os materiais complementares.

- É a mina de carvão mais moderna da América Latina e está pronta para qualquer empreendimento na área energética, sem o custo de transporte de carvão – diz o dirigente sindical Ademar Leite, que é o responsável pela Segurança do Trabalho.

Para o presidente do Sindicato dos Mineiros do RS, Oniro Camilo, a região precisa de mais ação e menos conversa.

- O Sindicato tem lutado para que os governos desenvolvam a nossa região através do carvão. Nossas terras são ricas, mas nosso povo é pobre e essa mina é um exemplo disso - completa o presidente.

Uma das últimas ações do governo estadual é tentar mudar a Constituição do RS para a venda das estatais, dentre elas a CRM, que detém a permissão para explorar toda a malha bilionária do carvão. Diante disso, o Sindicato começará uma série de atividades de conscientização, chamando a atenção das autoridades para a necessidade de retomada dos empreendimentos parados na região.