Polo Carboquímico dará novo aproveitamento ao carvão mineral

Representantes da Copelmi falaram sobre a nova mina para lideranças da região

Por Portal de Notícias 29/09/2017 - 14:07 hs
Foto: Cauê Florisbal
 Polo Carboquímico dará novo aproveitamento ao carvão mineral
Carlos Faria, diretor da Copelmi, falou a empresários da região

Na quinta-feira, 28, representantes da empresa Copelmi estiveram no salão de eventos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Charqueadas, para falar sobre o projeto de instalação do polo carboquímico entre os municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul. No último dia 15, o governador José Ivo Sartori assinou o decreto de criação de uma política estadual do carvão mineral e a instituição do Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. O projeto de lei, que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia legislativa, prevê a criação de dois complexos carboquímicos, um na região Carbonífera e outro na Campanha.

Conhecida por Mina do Guaíba, pelo fato da área pertencer ao Município de Guaíba na época em que começou a ser estudada, na década de 1970, o local conta com uma das melhores reservas de carvão do estado. Até então extraído na região como fonte de energia, o minério passará a ser aproveitado por outros meios.

- Esse empreendimento tinha licença ambiental em 2001, mas não conseguimos fazer andar e voltamos à estaca zero. Tivemos que iniciar um trabalho, feito em cinco anos, para no final de 2016 darmos início à implantação da nova mina. Ao longo dos últimos anos, vimos um crescente uso do carvão em outras tecnologias e pensamos em trazer essa tecnologia para a Mina do Guaíba, que tem o melhor carvão do estado, e que tem potencialidade para ser transformado em gás – disse Carlos Faria, diretor da Copelmi.

A Mina do Guaíba, localizada entre os dois municípios, tem uma extensão de 7,5 quilômetros e será minerada a céu aberto. A expectativa é que sejam gerados cerca de 730 empregos diretos durante a fase de operação. Segundo Roberto Faria, diretor de Novos Negócios da Copelmi, o carvão é utilizado na indústria de fertilizantes, na fabricação de uréia. Há também o Metanol, fabricado na China, que 75% são produzidos através do carvão.

- O polo carboquímico passa pela gaseificação do carvão, desde que ele é queimado até a produção de produtos que são exportados, como fertilizantes, amônio, uréia, metanol e outros produtos que poderão ser desenvolvidos- explicam Faria.

Faria revela que, desde 2012, foram feitas várias análises quanto à possibilidade de gaseificação carvão e que a previsão é que em até dois anos a Copelmi inicie a construção do projeto. A instalação do polo carboquímico poderá atrair mais empresas que utilizaram as áreas próximas ao polo. Entre as possibilidades, está a instalação deu uma usina de 1000 megawatts (MW)

- O polo carboquímico não é um projeto da Copelmi, mas sim do Governo do Estado. Dentro deste projeto, a Copelmi tem um que é a produção de gás natural, para os outros o Governo do Estado está organizando um evento para atrair mais investidores – revela Roberto Faria.

O evento reuniu autoridades política da região e representantes de diversos segmentos do comércio de Charqueadas. Segundo Nairo Delfin, presidente da CDL, muitos trabalhadores vieram para Charqueadas para trabalhar com a mineração e o novo método de aproveitamento do minério poderá gerar impacto positivo na economia da região Carbonífera.

Durante a reunião, o prefeito Simon Heberle falou que um dos cuidados que está tendo é para que este projeto não seja prejudicado por ações políticas. Segundo ele, o projeto de gaseificação do carvão irá gerar receita para o Município já no período de implantação da jazida.

 

- Esse empreendimento irá gerar impostos já na fase de implantação. Pretendemos enviar para a Câmara de Vereadores uma atualização da nossa lei, pensando nos investimentos que futuramente vão ingressar nos cofres do município – revela Heberle.