“Ocupa Brasília” prevê mais de 100 mil pessoas contra as reformas do governo Temer

Manifestantes da região participam da marcha de movimentos sindicais e sociais oque ocorre nesta quarta-feira, 24, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária propostas pelo atual governo

Por Portal de Notícias 23/05/2017 - 17:29 hs
Foto: Divulgação
“Ocupa Brasília” prevê mais de 100 mil pessoas contra as reformas do governo Temer
Manifestantes gaúchos partem para Brasília

Após a última Greve Geral realizada em todo o País, em abril, centrais sindicais e movimento sociais se organizam novamente no “Ocupa Brasília”, um protesto que ocorre nesta quarta-feira, 24, às 9h, contra as reformas Previdenciária e Trabalhista propostas pelo governo Michel Temer.

Da região Carbonífera, um ônibus com cerca de 50 manifestantes partiu ontem de Butiá para Brasília. O presidente do Sindicato dos Mineiros e integrante da NTSC, Oniro Camilo, lidera o grupo que está alojado em um barracão ao lado do estádio Mané Garrincha.

Os sindicatos envolvidos preveem cerca de 100 mil pessoas na capital federal, em uma marcha que sairá do estádio Mané Garrincha e deverá terminar na Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional.

Para José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e um dos organizadores da marcha, a população aderiu aos movimentos e sente a falta de uma maior representação dentro do governo.

- Tentamos de todas as formas mostrar ao presidente Michel Temer e ao deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, o quão prejudicial essas medidas são para o País, mas eles não quiseram nos ouvir. Essas atitudes mostram total insensibilidade e falta de diálogo com o povo brasileiro. Se eles não nos ouvem, nos resta protestar - afirma Calixto.

 

O sindicalista também coloca que o “Ocupa Brasília” é um primeiro passo para uma nova Greve Geral, ainda sem data definida, mas que já tem a adesão de boa parte dos setores dos diversos sociedade. “Se o Congresso e o Governo não se sensibilizarem, vamos fazer uma paralisação maior ainda", defende o presidente da NCST.