Charqueadas: traficante Jura volta ao regime fechado na PASC

Prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário na noite de ontem

Por Portal de Notícias 13/02/2020 - 08:05 hs
Foto: Banco de Imagens
Charqueadas: traficante Jura volta ao regime fechado na PASC
Jura voltou ao regime fechado, na PASC

Após representação do Ministério Público da Comarca de Charqueadas, o Poder Judiciário decretou às 21h desta quarta-feira (12/2), a prisão preventiva do acusado Juraci Oliveira da Silva, o Jura, 45 anos. A partir do decreto, na noite de ontem houve uma ação conjunta da Delegacia de Polícia de Charqueadas, 28º Batalhão de Polícia Militar e da 9ª Delegaria Penitenciária Regional (9ª DPR) da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para cumprir o mandado de prisão preventiva, retirando o apenado regime semiaberto do Instituto Penal de Charqueadas (IPCH) e transferindo para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).
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Juraci Oliveira da Silva foi preso no Paraguai em 2010 e, desde então, cumpria pena de 74 anos de condenação por tráfico e homicídio na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). No final do mês passado, ela obteve a progressão de regime e passou a cumprir a pena no Instituto Penal de Charqueadas (IPCH), em regime semiaberto.
Na manhã desta quarta-feira (12/02), Jura e mais dois homens e uma mulher foram presos pela Brigada Militar e autuados pela Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Eles saíram do Instituto penal de Charqueadas (IPCH) e se dirigiam a uma consulta médica em Porto Alegre. Mas, durante abordagem ao carro em que estavam, policiais militares encontram uma pistola calibre 9 mm e 30 munições. Eles foram presos e encaminhados à Delegacia de Polícia, onde pagaram fiança e foram liberados. Jura voltou então ao IPCH, de onde foi retirado ontem devido à regressão de regime de prisão por conta do comportamento.

CHEFE DO TRÁFICO

350
Jura foi apontado como chefe do tráfico de drogas no Campo da Tuca, zona leste de Porto Alegre, e é réu em processo federal sobre a morte do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers), Marco Antônio Becker, em 2008, na Capital. Há dois anos, chamou a atenção o fato de que uma nota fiscal de R$ 2,6 mil, em nome dele, foi emitida para a compra de 121 quilos de carne para churrasco na Pasc.
Além disso, durante um julgamento em que foi absolvido por duas mortes, em 2015, chegou a admitir que seguia comandando a venda de drogas de dentro da prisão que deveria ser a mais controlada e de maior segurança do Estado.