Charqueadas: Ângelo Leopoldo precisa ajuda financeira para tratamento em São Paulo

Com uma doença que provoca dores por todo o corpo, ele precisa realizar um tratamento definitivo

Por Portal de Notícias 13/01/2020 - 13:39 hs
Foto: Arquivo Pessoal
Charqueadas: Ângelo Leopoldo precisa ajuda financeira para tratamento em São Paulo
Angelo Marcio Leopoldo precisa recursos para tratamento em São Paulo

O charqueadense Ângelo Marcio Leopoldo há quase três anos sofre de uma síndrome rara e precisa auxílio financeiro para buscar tratamento em São Paulo.
Leopoldo tem a Síndrome da Dor Complexa Regional (SDCR), uma doença rara que provoca dores pelo corpo e que ainda não tem causa conhecida. As dores são contínuas e, ainda, há momentos de crise quando a dor se torna praticamente insuportável.
- É uma dor insuportável, como se algum membro estivesse quebrado. Sei que não tem cura, mas pelo menos eu queria melhorar minha qualidade de vida – disse Leopoldo em um vídeo que publicou nas redes sociais no ano de 2018, com um pedido de ajuda financeira.
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Foi indicado que procurasse tratamento em São Paulo e Leopoldo conseguiu em uma clínica, em Campinas. Ele fez um procedimento temporário, que deu resultado, mas as dores voltaram.
- Fiquei quase quatro meses sem dor, mas o efeito passou e preciso realizar o procedimento definitivo – destaca Leopoldo, que voltou a sofrer com fortes dores no lado esquerdo do corpo desde a última sexta-feira (10/01).
Ele precisa de ajuda financeira para cobrir os custos da viagem e do tratamento. Além de campanhas em redes sociais, Leopoldo está realizando um vaquinha online pelo site vakinha.com.br e a meta é angariar R$ 17.525,00. Para colaborar, clique aqui.

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COMO AJUDAR
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> Quem quiser fazer doações em dinheiro além  pode fazer um depósito no Banrisul, agência 0590, conta 3510750904, em nome de Ângelo Márcio Leopoldo, CPF 556.620.990-49.

ENTENDA A SÍNDROME

Dor severa que acomete uma extremidade do corpo. Caracteriza-se por edema (inchaço), aumento da sensibilidade ao frio e ao toque, sudorese, alteração de coloração e diminuição da capacidade de movimento.
A Síndrome de Dor Complexa Regional (SDCR) pode migrar para outra parte do corpo, por exemplo, para o pé ou braço oposto, e o estresse emocional costuma agravar esta dor.
Em algumas pessoas os sinais e sintomas da SDCR somem sozinhos enquanto em outras podem continuar por muito tempo – meses, até anos. Se esta síndrome for diagnosticada e tratada cedo, maior a probabilidade do tratamento dela ser efetivo.
Em 1994 a IASP (Associação Internacional para o Estudo da Dor), diante dos numerosos nomes para esta dor: Distrofia Simpático Reflexa, Causalgia, Algodistrofia ou Atrofia de Sudeck, estabeleceu critérios para seu diagnóstico e a classificou como síndrome, definindo dois tipos:
•Tipo 1. Conhecido como síndrome de distrofia simpático reflexa (DSR). Sucede a uma doença ou lesão que não afetou diretamente os nervos no membro afetado. Em torno de 90% das pessoas com Síndrome Complexa Regional da Dor sofrem do tipo 1.
•Tipo 2. Conhecido como causalgia, este tipo sucede lesões distintas aos nervos.

INCIDÊNCIA

Não está bem definida a epidemiologia da SDCR.
Um pesquisador chamado Veldman e seus colaboradores apresentaram dados mostrando que a média de idade para ocorrência da condição é de 41 anos, e que acomete 3 vezes mais mulheres que homens.
Mais tarde, Allen, e sua equipe, confirmaram a média de idade como 41,8 anos e a relação entre mulheres e homens de 2,3:1.
E afeta as crianças também. De cada 4 crianças que sofrem de SDCR, 3 são do sexo feminino. Geralmente os sintomas começam entre 9 e 15 anos de idade. Em crianças, os membros inferiores são os mais afetados.
Frequentemente um único membro é acometido, em proporções iguais entre superiores e inferiores. Poucos estudos mostram prevalência dos membros superiores ou dos inferiores, havendo uma incidência maior do lado direito, talvez por serem destros em relação ao esquerdo e o acometimento dos dois lados ocorre entre 11 e 16% dos casos.

CAUSA

Ainda indefinida. Similar à fibromialgia, ainda não se sabe exatamente o que causa a Síndrome de Dor Complexa Regional (SDCR). O que se sabe é que tem de buscar tratamento cedo porque os danos podem ser irreversíveis se deixar por muito tempo.
Geralmente acomete uma extremidade do corpo, e se desenvolve depois de um evento nocivo inicial tal como uma cirurgia, derrame, ataque cardíaco, infecção, uma lesão como fratura, esmagamento, amputação, ou até a luxação de um tornozelo. O estresse emocional também pode precipitar a doença.
No entanto, não se sabe exatamente porque estes eventos desencadeiam a SDCR.
Alguns dos sintomas desta síndrome, como edema, sinais de inflamação, acoplamento simpatico [a base para dor mantida simpaticamente], e mudanças trópicas não podem ser explicadas apenas por alterações centrais. Baseado em observações clínicas e pesquisas em humanos e animais, cientistas hipotetizaram que o SDCR é uma doença sistêmica envolvendo o Sistema Nervoso Central e o sistema nervoso periférico.
Acredita-se que uma disfunção entre esses dois sistemas é o que causa a SDCR, assim como uma resposta inflamatória inapropriada do corpo.

SINAIS
Os sinais de que pode estar com Síndrome de Dor Complexa Regional são:
•Dor desproporcional à lesão;
•Recuperação não ocorrendo no tempo esperado;
•Disfunção simpática; e
•Alterações tróficas (atrofia muscular, desmineralização óssea)

SINTOMAS

•Ardência ou dor latejante, geralmente no braço, perna, mão ou pé
•Sensibilidade ao frio ou ao toque
•Edema (inchaço) da área dolorida
•Alterações na temperature da pele – às vezes sua pele pode estar suada; outras vezes fria
•Alterações na cor da pele, variando entre esbranquiçada e manchada a avermelhada e azulada.
•Alterações na textura da pele, que pode ficar sensível, fina ou brilhante na área afetada
•Alterações nos pelos e no crescimento da unha
•Rigidez articular, inchaço e lesões
•Espasmos musculares, fraqueza e perda de muscular (atrofia)
•Mobilidade reduzida da parte afetada
Fonte: Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)