A ansiedade como alerta

Por Clin - Clínica Infanto Juvenil 10/11/2017 - 13:44 hs

Milene Mabilde Petracco

Psicóloga, Psicanalista CRP 07/13396


É inegável que a maioria de nós já tenha se sentido ansioso em algum momento da vida: uma entrevista de emprego, o início de um relacionamento amoroso, uma viagem a um lugar até então desconhecido ou situações delicadas que acometem a saúde de pessoas que nos são caras, podem ser exemplos de situações nas quais a ansiedade se faz presente.  Ocasionada por diferentes causas, a ansiedade é um sentimento que geralmente é acompanhado de sinais corporais, tais como taquicardia, sudorese, tremores e, em casos mais extremos, sensação de falta de ar, sufocamento ou até mesmo de morte, tal como acontece nas chamadas crises de pânico.

Ainda que nenhuma das sensações acima descrita seja agradável, é importante ressaltarmos o significado que tais sintomas podem carregar, o que pode proporcionar aprendizados importantes sobre nosso modo de funcionamento mental e sobre nossa vida emocional de uma forma mais ampla.

Assim como ocorre quando nosso corpo adoece e nos sinaliza que algo não está bem, seja por meio de um abatimento físico, estado febril ou outro sintoma qualquer, nossa vida psíquica também nos fornece pistas que nos indicam a necessidade de buscarmos ajuda. Em algumas situações, quando prontamente se é capaz de associar a ansiedade a algum acontecimento específico, pode acontecer da própria pessoa conseguir buscar em si ou em sua rede de apoio (família, amigos) estratégias para o enfrentamento da situação disparadora de ansiedade. Entretanto, quando o sujeito não está em condições de entender o porque de estar se sentindo ansioso ou ainda, mesmo que tenha estratégias para o manejo da ansiedade, estas não se mostram eficazes, ocasionando prejuízos na vida familiar, social, amorosa ou profissional, é hora de buscar ajuda especializada.

Ter sintomas pode não ser necessariamente um problema se, através deles, oportunizarmos a nós mesmos e àqueles que amamos, uma vida mais equilibrada e, consequentemente, mais feliz.