Presídio federal e representação política

Por Marcos Essvein 20/04/2017 - 16:40 hs

Presídio federal e representação política

Charqueadas está 99% descartada como de um investimento federal de R$ 60 milhões. Os principais motivos alegados são dificuldades de acesso e a distância da Capital. Outro motivo que podemos colocar nessa conta é a falta de um deputado estadual ou federal que represente a região. Ou alguém imagina que, depois do anúncio de Charqueadas, Sartori não tenha recebido muita pressão para mandar o investimento para regiões politicamente mais importantes? O governo do Estado precisa de sustentação e não pode deixar de beneficiar quem possui representantes que lhe garantirão apoio na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.

E o que nossa região ofereceu ao governo do Estado em termos de sustentação política além de lideranças sem maior expressão que, logo depois da eleição, trataram de garantir colocações para si ou seus familiares e amigos? Nada!

Ano que vem tem eleições gerais e é nesse pleito que a população da região terá mais uma oportunidade para se mostrar disposta a mudar essa realidade. A população precisa entender que não pode escolher um candidato apenas por simpatia, mas pela capacidade. Ou alguém já viu a miss simpatia ganhar destaque?

 

Na promessa

Os dois policiais civis temporários e um concursado que seriam enviados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) da DP de Charqueadas, não vieram. O anúncio de que viriam reforços foi feito em 8 de fevereiro pelo chefe de Polícia a representantes da OAB, Consepro, Executivo, Legislativo e da Segurança Pública de Charqueadas. Existe, ainda, perspectiva de que em junho deste ano quatro novos policiais sejam enviados para Charqueadas. Será preciso pressionar a SSP para que cumpra, pelo menos, esta parte das promessas.

  

Hora do Legislativo se sensibilizar

O pagamento da dívida do Projeto Cura ao Município de São Jerônimo irá causar problemas nos serviços prestados à comunidade pela Prefeitura de Charqueadas. A Câmara de Vereadores conta com uma receita anual de aproximadamente R$ 4,6 milhões e, com essa situação, é chegada a hora dos vereadores pensarem em reduzir o número de CC`s e acabar com a farra das diárias, repassando parte do recurso para o Executivo. O desafio do prefeito Simon Heberle para os próximos anos será manter as contas em dia e não será nada agradável aos olhos do eleitor os vereadores continuarem esbanjando dinheiro público.

 

Projeto CURA (I)

A situação pela qual o Município de Charqueadas está passando agora poderia ser mais branda se a administração passada tivesse feito o acordo proposto. Sem entrar no mérito da questão, Charqueadas poderá enfrentar, agora, o que São Jerônimo enfrentou há 30 anos.

 

Projeto CURA (II)

Os vereadores Rodrigo Marcolin e Alan Menezes (PSDB), Filipe Ramos e Amaro Azevedo (PDT), Elisa Mara Rocke de Souza (PTB) e Felipe Almeida (PT) pedem que o Executivo Municipal de São Jerônimo, assim que começarem a entrar os recursos do CURA, desaproprie área às margens da ERS-401 ou BR-290 com a finalidade criar uma zona industrial para atrair investimentos.

 

Projeto CURA (III)

A administração municipal de São Jerônimo, se tiver interesse em uma Polícia forte no Município, deverá investir parte dos recursos do CURA na Polícia Civil e Brigada Militar.

 

Mudança

Esta semana, o professor Rudney Santos deixou a Secretaria da Fazenda para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Conforme o prefeito Evandro Heberle, a Pasta da Fazenda ficará momentaneamente vaga.

 

Ficha limpa

É preciso mudar a legislação eleitoral, mais uma vez. A Lei da Ficha Limpa foi um avanço indiscutível, apesar de ter sido capada pelo Congresso e de ser burlada frequentemente por meio da nomeação de cônjuges, filhos, primos, sobrinhos etc dos impedidos onde lhes é proibida a nomeação para cargos públicos. O impedimento de concorrer a cargo eletivo para os condenados em segunda instância também já não é mais eficaz.

A Lei da Ficha Limpa precisa avançar. É preciso que torne imediatamente inelegíveis todos que tenham contra si denúncias aceitas pelo Judiciário, perdurando a suspensão dos direitos políticos até o julgamento em última instância. Comprovada a culpa, as penas deveriam ser mais duras do que as atuais.

 

Estradas

Deputado Edson Brum (P MDB) cobra do Dnit a manutenção das rodovias federais no RS.

Até aí tudo bem, mas e sobre as estaduais que a incompetência da Secretaria dos Transportes não deixa fazer nem o básico como tapar um buraco na ERS-401 (ou demora meses), não tem nada a dizer?

 

Degola

 

O Governo José Ivo Sartori já extinguiu cinco órgãos estaduais, dos 12 previstos. As outras sete, incluindo as fundações de Economia e Estatística (FEE), Zoobotância, Piratini e de Ciência e Tecnologia (Cientec), seguem funcionando graças a liminares que impedem demissões sem acordo coletivo. Até agora, foram desligados apenas 26 servidores, de 1,2 mil inicialmente previstos, além do corte de 62 cargos de chefia. Já encerraram as atividades a Fundação de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), que funcionava desde 1951.