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MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA
Governo Federal deve se posicionar sobre o Carvão Mineral até o dia 20

Comitiva gaúcha e catarinense defendeu a inclusão do mineral na matriz energética do país e no leilão A-5

Depois de uma semana de fortes mobilizações de comitivas e bancadas gaúchas e Catarinenses no Senado federal, Câmara dos deputados e ministério de Minas e Energia, em Brasília, o governo Federal deverá se posicionar até a próxima terça-feira, 20, sobre o aproveitamento do carvão mineral na matriz energética do país, bem como a participação no leilão de energia A-5, que ocorre em dezembro.
De acordo com a assessora do gabinete do vice-governador do Estado, Irani Medeiros, em audiência com o ministro Edson Lobão, da pasta de Minas e Energia, na quarta-feira, 14, o êxito da mobilização foi colocar o assunto em pauta e que o ministro informou que apenas a presidente, Dilma Rousseff, pode modificar a portaria que excluiu o carvão do próximo leilão de energia e da matriz energética do país. Lobão ressaltou que o ministério não é contra o carvão, e, ficou de conversar com a presidente sobre o tema, retornando sobre o decidido para os parlamentares da bancada gaúcha e catarinense até o dia 20. Na quarta-feira, 21, uma nova reunião na capital federal está marcada para avaliar a posição.
Caso não haja um posicionamento do governo federal até a data, o vereador de São Jerônimo, Márcio Pilger (PT), que fez parte da comitiva, corroborou avisando que o deputado Paulo Pimenta (PT), sugeriu que a bancada gaúcha e catarinense obstrua a pauta de votação na Câmara dos Deputados até que o assunto tenha uma definição.

Investimentos

Os empresários estão dispostos a investir e correr riscos para explorar a riqueza natural existente na Região Sul, disse o diretor-presidente da Copelmi Mineração Ltda, César de Faria, durante audiência na capital federal. Também, Ricardo Lessa, representante da MPX Energia, disse que Eike Batista quer investir R$ 6 bilhões na mineração do Rio Grande do Sul, o que inclui projetos de preservação ambiental na região.

Acordos

Em razão dos acordos internacionais que o Brasil assinou o plano energético brasileiro para os próximos dez anos vai priorizar fontes energéticas que sejam, ao mesmo tempo, competitivas e ambientalmente sustentáveis. Por isso, os investimentos maiores serão em hidrelétricas, biomassa e energia eólica.

Mobilização

Em continuidade à mobilização deflagrada no início do mês para tentar reverter à exclusão das térmicas a carvão do leilão de energia A-5 e da matriz energética, no final do ano, três ônibus com mineiros e autoridades da Região Carbonífera, acompanhados de representantes do governo do Estado, prefeitos, vereadores, parlamentares e de empresários, foram a Brasília para participar de reuniões na capital federal. Na terça-feira, 13, no senado federal, foi realizada uma audiência pública para discutir o assunto, na Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Na quarta-feira, a reunião foi com o ministro Edson Lobão. A comitiva gaúcha ganhou o apoio das bancadas gaúcha e catarinense da câmara dos deputados para defender o tema.





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