| SÃO JERÔNIMO
Fim das operações da Usina Termoelétrica
volta a ser especulado
O assunto não é
novo, mas voltou à tona com força essa semana: o especulado
fim das operações da Usina Termoelétrica de São
Jerônimo. O fato ganhou nova notoriedade na terça-feira,
16, depois que uma comitiva de lideranças da Região Carbonífera,
capitaneada pelo deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), vice-presidente
da Frente Parlamentar do Carvão Mineral, foi recebida em Brasília,
no Ministério de Minas e Energia, para reivindicar a manutenção
das atividades da Usina.
Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Mineiros do Rio Grande
do Sul, Oniro da Silva Camilo expressou sua preocupação
em relação às informações de que
a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
(CGTEE) encerre as atividades da usina, que é a mais antiga em
funcionamento no país.
- O fechamento da usina resultará em um caos social na região
do Baixo Jacuí e, principalmente, no município de Minas
do Leão, porque a Companhia Riograndense de Mineração,
também, encerraria suas atividades na Unidade de Minas do Leão
causando uma crise econômica na região, que tem como principal
fonte de economia o carvão mineral-, argumentou.
O Secretário de Energia Elétrica do Ministério
de Minas e Energia, Ildo Grudtner falou sobre a importância da
energia elétrica no que se refere ao carvão mineral, no
entanto, não anunciou a manutenção das atividades
da usina. Ele defende a expansão das usinas de carvão
mineral e ressaltou que as unidades antigas precisam ser reavaliadas
porque não conseguem mais atender as exigências ambientais.
No entanto, Grudtner levará o assunto em debate ao conhecimento
do ministro de Minas e Energia para avaliar o que pode ser feito com
a região.
Reunião CGTEE na tarde de ontem
Na tarde de ontem, uma comitiva
da Região Carbonífera, composta por integrantes da direção
da Associação dos Municípios da Região Carbonífera
(Asmurc), prefeitos vereadores da região e representantes do
Sindicato dos Mineiros, estiveram reunidos na CGTEE com o presidente
da companhia, Sereno Chaise, para tratar do assunto.
De acordo com o vereador de São Jerônimo, Márcio
Pilger, o grupo foi informado que a CGTEE renovou, por mais 180 dias,
a compra de carvão da CRM, o que garante a manutenção
das operações no período, pois por contrato, para
ocorrer o fechamento da Usina, é necessário uma comunicação
prévia de 180 dias.
Na oportunidade, Chaise informou à comitiva que das duas caldeiras
previstas para virem de Balbina, no Amazonas, para São Jerônimo,
apenas uma terá como destino o município, e no entanto,
ficará armazenada na cidade de Candiota. O presidente disse,
ainda, que os entraves ambientais dificultam a continuidade do funcionamento
da Usina. Entretanto, ressaltou:
- Não é o propósito da CGTEE fechar a Usina de
São Jerônimo, - afirmou.
Na reunião, ficou decidido que, representantes da região
buscarão em Brasília, junto à Eletrobrás
e Ministério das Minas e Energia a manutenção da
Usina e, também, a valorização do Carvão.
Em nota, empresa
não confirma fim das operações
Na tarde de quarta-feira,
a assessoria de imprensa emitiu uma nota ao jornal Portal de Notícias
se posicionando sobre o assunto:
“No momento, a Eletrobras
CGTEE não está trabalhando com a hipótese de encerrar
suas atividades em São Jerônimo. É a usina a carvão
mais antiga em funcionamento no Brasil e apesar de ter baixa produtividade
estamos buscando alternativas para manter nossa unidade em São
Jerônimo. Uma das alternativas são as máquinas de
Balbina que podem ser uma solução para a unidade, seja
com a queima de carvão ou biomassa - com os devidos cuidados
ambientais”.
Empregos
A Usina de São Jerônimo
gera, atualmente, uma média de 300 empregos diretos e indiretos.
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