| BRASÍLIA –
REGIÃO CARBONÍFERA
Decisão sobre o carvão mineral
fica para a próxima semana
Termelétricas estão fora do leilão de dezembro.
Novas manifestações não estão descartadas
pelo sindicato dos mineiros
A posição
do Governo Federal sobre o futuro do carvão mineral ficou adiada
para a próxima semana, depois que a presidente Dilma Rousseff
retornar da viagem aos Estados Unidos, onde participa da Assembleia
Geral da ONU, em Nova Iorque (EUA). A posição do Planalto
sobre o tema devera ter sido anunciada na última terça-feira,
20.
De acordo com a assessora do gabinete do vice-governador do Estado,
Irani Medeiros, a decisão sobre a inclusão do carvão
mineral na matriz energética do país, bem como nos leilões
de energia, está nas mãos da presidente. A assessora ressalta,
ainda, que as termelétricas estão excluídas do
leilão, que ocorrerá no próximo mês dezembro,
visto que o prazo para os investidores apresentarem os projetos e participarem
do processo expirou na terça-feira, 20.
- Agora, vamos brigar para incluir o carvão em futuros leilões
– afirma Irani.
Na Capital Federal, em uma atuação integrada entre deputados
e senadores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em audiência
conjunta, realizada na quarta-feira, 21, na Câmara Federal, os
parlamentares decidiram aumentar a pressão e intensificar as
ações em Brasília para que o governo revise o planejamento
energético para os próximos anos e inclua o carvão
mineral na matriz de energia, assim como haja a prorrogação
do prazo para habilitação de propostas para o próximo
leilão.
Na mesma data, os deputados e senadores estiveram reunidos com a ministra
de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que comunicou
para as bancadas que a inclusão do carvão nos próximos
leilões energético está sendo analisada pelo Planalto
e pelo Ministério de Minas e Energia. A ministra informou, também,
que a pauta será tratada em uma reunião de trabalho, após
o retorno da presidente, com a presença do ministro Edison Lobão,
da parta de Minas e Energia.
Conforme o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que coordena a bancada gaúcha
na Câmara dos Deputados, os parlamentares continuam com posição
firme em defesa do carvão mineral e, caso o Planalto não
se manifeste sobre o assunto nos próximos dias, a pauta de votação
no Congresso Nacional será obstruída como forma de aumentar
a pressão sobre o Poder Executivo Federal.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Mineiros, Oniro Camilo,
a categoria aguarda a posição do governo sobre o assunto,
mas já planeja novas ações.
- Estamos planejando fazer uma manifestação na Rodovia
BR-101, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catariana - explica
Camilo.
O presidente destaca, ainda, a mobilização dos parlamentes
na defesa do carvão e alerta que, se confirmada a exclusão
do carvão da matriz energética, a Região Carbonífera
estará na iminência de perder as usinas termelétricas
de São Jerônimo e de Charqueadas.

senador Paulo Bauer (SC), senadora Ana Amélia (RS), deputado
Edinho Bez (SC),
deputado Paulo Pimenta (RS), senador Luiz Henrique (SC) e senador Pedro
Simon
(RS), em audiência sobre o carvão, em Brasília.
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