TRIUNFO
Comissão da Assembleia trata da situação
das famílias do Estaleiro
Cerca de 150 pessoas
participaram de uma audiência pública da Comissão
de Assuntos Municipais, na noite de quinta-feira, 9, no Atlético
Clube Bento Gonçalves, em Triunfo. A audiência debateu
a situação dos moradores da Vila Operária da Superintendência
de Portos e Hidrovias (SPH), no bairro Estaleiro.
As 90 famílias que residem na área de 31 hectares reivindicam
a doação da área, para evitar que a qualquer momento
sejam retirados do local e para que possam obter a escritura dos lotes.
O encontro foi esclarecedor para o deputado estadual Nelsinho Metalúrgico,
que afirmou haver um consenso sob todos os aspectos após a audiência.
Segundo ele, não há o interesse da ação
de reintegração, como declarou a SPH.
- Saio feliz deste encontro e afirmei que as famílias podem dormir
mais tranquilas, pois como pôde-se perceber, houve harmonia e
acordo entre todas as partes para que a área seja destinada à
comunidade -, assegurou o parlamentar.
Nelsinho, que esteve na comunidade em março, destacou que foi
demonstrado a ele na ocasião a angústia dos moradores
do Estaleiro.
- Ao testemunhar a realidade daquelas famílias, me comprometi
a buscar uma solução junto a Assembleia Legislativa e
então, propus na comissão de assuntos municipais esta
audiência para ouvir todos os envolvidos na questão. O
Estado, a prefeitura, a SPH tem suas razões, mas os moradores
tem uma razão superior, que é o direito de ter sua casa,
o seu lar preservado e sua dignidade, - definiu.
Relembre o caso
Em abril deste
ano, os moradores foram surpreendidos com uma intimação
extrajudicial da SPH para que desocupassem suas casas no prazo de 60
dias. Depois disso, uma comissão de moradores da vila operária
foi até a sede da SPH, em Porto Alegre, para reivindicar a retomada
das negociações com a prefeitura, visando à realização
de um convênio.
O protocolo de intenções assinado anteriormente entre
a SPH e a prefeitura estipulava um valor muito alto e que devia ser
disponibilizado no instante da assinatura do convênio.
Durante o impasse, os vereadores do município alegaram que o
governo do estado tem uma dívida de R$ 4 milhões com o
município e que não poderia estar exigindo a desocupação
da área nem obras que custariam em torno de R$ 1 milhão.
|