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| FUTURO DO CARVÃO Começou
a surtir efeito a manifestação realizada pelos mineiros
e sindicalistas, na manhã de sexta-feira, 14, que trancou o trânsito
sobre a ponte do Rio Guaíba, em Porto Alegre, por mais de duas
horas. Ontem, no Palacinho, na Capital, foi realizada a primeira reunião
da comissão formada por representantes do governo do Estado,
lideranças sindicais e empresariais ligadas ao carvão
para tratar do futuro do mineral. Na ocasião, foram protocolados
os nomes dos integrantes da comissão, faltando apenas a nomeação
da parte que fará a representação do Executivo
estadual. Manifestação
trancou o trânsito na ponte do Guaíba Com o intuito de chamar a atenção do governador Tarso Genro e da presidente Dilma, que cumpria agenda oficial no Estado, para as suas reivindicações, na última sexta-feira mineiros e sindicalistas trancaram o trânsito na rodovia BR-290, na altura da ponte sobre o Rio Guaíba, em Porto Alegre. Por volta das 8h40mim da manhã, os cerca de 300 manifestantes atravessaram dois caminhões e paralisaram o fluxo de veículos no sentido interior-capital da rodovia. Com faixas, cânticos e a encenação de uma cruz, com os manifestantes se deitando na pista, a manifestação durou aproximadamente duas horas e provocou um congestionamento de mais de 10 km. Com a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma negociação foi aberta e os manifestantes alternaram o trancamento entre ambos os sentidos da rodovia, com o objetivo de diminuir o engarrafamento. Encontro com a presidente Dilma Com a repercussão
e os transtornos causados pela manifestação na BR-290,
uma audiência com a presidente Dilma foi marcada às pressas
no Palácio Piratini, em Porto Alegre. O presidente do Sindicato
dos Mineiros do Estado, Oniro Camilo, foi quem representou a categoria
no encontro. Após a breve reunião, o presidente saiu otimista
com os resultados: Empregos De acordo com cálculo do Sindicato dos Mineiros do Estado, com base em uma tabela da Fundação Getúlio Vargas, se as reivindicações não forem atendidas, o número de demissões com a exclusão do carvão mineral da matriz energética do país poderá acarretar em mais de 24 mil demissões, na Região do Baixo Jacuí do Estado. Se somados os três estados do Sul, o número de postos de trabalhos perdidos será de 54 mil, influenciando diretamente a vida de um contingente ao redor de 200 mil pessoas.
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