CARVÃO MINERAL
AL discute alternativa para aproveitamento das
jazidas
Fepam diz que danos ambientas são da década de 70
e que, hoje, questão ambiental está assegurada
A Assembleia Legislativa
realizou, na manhã de quarta-feira, 15, audiência pública
que discutiu alternativas de aproveitamento das jazidas de carvão
mineral existentes no subsolo do estado. O debate, proposto pelo deputado
Valdeci Oliveira (PT), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do
Aproveitamento do Carvão Gaúcho, foi conduzido pelo presidente
da Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável,
deputado Adilson Troca (PSDB). Representante da Fepam disse que se houver
o devido acompanhamento, o meio ambiente não corre perigo.
O presidente da CRM, Elifas
Simas, destacou a atitude do parlamento de retomar o tema do carvão
mineral como fonte de energia pela repercussão que terá
em toda a sociedade. No entanto, ressaltou que a discussão não
pode ser esporádica e pontual, mas contínua para convencer
o governo federal da necessidade da compra do carvão por meio
dos leilões. Segundo Elifas, temos aos nossos pés a possibilidade
de geração de energia de um produto nosso e que depende
exclusivamente de vontade política.
- Nos próximos cinco anos, o Estado precisa dobrar a sua produção
energética e o carvão não pode ficar de fora -,
disse.
Nesse sentido, o presidente da CRM entregou à Frente Parlamentar
um documento sobre o aproveitamento do carvão mineral brasileiro
no contexto do sistema interligado nacional e os leilões de Energia
Nova A-5.
O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Infraestrutura
e Logística (Seinfra), Claudemir Bragagnolo, informou que o secretário
Beto Albuquerque vem trabalhando ao lado do governador Tarso Genro para
buscar a inserção do carvão na matriz energética
brasileira. Segundo ele, a capacidade energética do estado está
esgotada e a forma mais rápida de gerar energia é o carvão.
“
- É indispensável a inclusão da energia térmica
nos leilões A-5. Temos que unir forças para atingirmos
os nossos objetivos -, reforçou.
Ante a “demonização” do carvão, verificada
nos últimos tempos em virtude do seu potencial poluidor, o representante
da Fepam apresentou informações buscando tranquilizar
a sociedade. Ricardo Sarres Pessoa afirmou que há legislações
em todas as esferas, além de estudos e tecnologias, que resguardam
o meio ambiente. Disse que os técnicos não se intimidam
mais em licenciar uma mina de carvão porque constatou-se que
os danos causados são da década de 70 e que hoje, se a
mineração é acompanhada desde o primeiro momento
e os tomados os cuidados necessários, a questão ambiental
fica assegurada.
No encerramento da audiência, o deputado catarinense Valmir Comin
sugeriu que os estados se unissem e agendassem uma reunião com
a presidente Dilma Rousseff e o ministro Gilberto Carvalho para solicitar
a inclusão da modalidade de energia térmica nos próximos
leilões A-5 da Eletrobras. Valdeci Oliveira, propôs que
antes disso fosse mantido contato com o governador Tarso Genro para
que ele assuma o comando do movimento ao lado das autoridades dos dois
estados.
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