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Região Carbonifera, terça-feira, 8 novembro, 2011
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EDUCAÇÃO, SAÚDE E EMPREGO E RENDA
Estudo aponta que região tem desenvolvimento moderado

A Região Carbonífera tem um Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) moderado. É o que aponta um estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), divulgado no último sábado, 5.
Conforme o levantamento, a média entre os oito municípios da região alcança o índice de 0,6720 pontos, considerado moderado, em uma faixa que vai de 0,6 a 0,8 pontos. A média estadual é de 0,78 pontos.
O estudo acompanha a evolução dos 5.564 municípios brasileiros e o resultado da gestão das prefeituras. Com periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional, o IDM considera três áreas de desenvolvimento – emprego e renda, educação e saúde – baseado em dados declarados pelas prefeituras. As estatísticas oficiais disponíveis são de 2009. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 (máximo) para classificar o nível de cada localidade. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.
A área de saúde é a que possui maior média na região com 0,8746 pontos. O pior índice fica por conta da área de emprego e renda, com 0,4783 pontos. O município melhor colocado no ranking estadual é Triunfo, na 106ª posição.
Uma boa notícia apontada pelo estudo é que o município de Minas do Leão, na comparação entre o IDM de 2008 com o de 2009, foi o que apresentou a maior variação positiva do Rio Grande do Sul, chegando a 20%. Outro dado animador revelado pelo levantamento é que Barão do Triunfo foi o município em que o índice mais cresceu no Estado entre 2000 e 2009. A variação no índice foi de 56,6%.

Pelo Estado

No levantamento, somente 4% dos municípios brasileiros alcançaram nota de alto desenvolvimento (acima de 0,8). Dos 496 municípios gaúchos, apenas 14 obtiveram esse índice, sendo três deles entre os cem melhores do país: Bento Gonçalves, Farroupilha e Lajeado. A média do IDM do Rio Grande do Sul foi de 0,7852 pontos.

Pelo país

A média brasileira do IDM em 2009 foi de 0,7603, 0,6% menor que a observada em 2008. Os dados retratam o impacto da crise mundial no desenvolvimento dos municípios brasileiros. Apesar disso, 3.841 municípios (69%) apresentaram melhora em seus índices de desenvolvimento, um resultado um pouco melhor do que o observado em 2007, quando 67,3% registraram crescimento.
O estudo apontou um aumento gradual e consistente de municípios do país com IDM moderado: de 30,1% em 2000 para 58,7% em 2009, apontando uma tendência na redução da desigualdade. Em uma década, mais de 90% dos municípios apresentaram crescimento de seus IDMs e, no mesmo período, caiu de 18,2% para 0,4% a presença de cidades com índices de baixo desenvolvimento. Ainda assim, 22 municípios (todos do Norte e Nordeste) continuam nessa situação e o retrato do país dividido em dois persiste: de um lado, estão Sudeste, Sul e Centro-Oeste com indicadores superiores; do outro, Norte e Nordeste com pontuações mais baixas.
A expectativa é que só em 2037 os municípios do país garantam à população brasileira atendimento básico de saúde, ensino fundamental de qualidade e maior inserção no mercado formal de trabalho.