EDUCAÇÃO, SAÚDE
E EMPREGO E RENDA
Estudo aponta que região tem desenvolvimento
moderado

A Região Carbonífera
tem um Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) moderado. É
o que aponta um estudo elaborado pela Federação das Indústrias
do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), divulgado no último sábado,
5.
Conforme o levantamento, a média entre os oito municípios
da região alcança o índice de 0,6720 pontos, considerado
moderado, em uma faixa que vai de 0,6 a 0,8 pontos. A média estadual
é de 0,78 pontos.
O estudo acompanha a evolução dos 5.564 municípios
brasileiros e o resultado da gestão das prefeituras. Com periodicidade
anual, recorte municipal e abrangência nacional, o IDM considera
três áreas de desenvolvimento – emprego e renda,
educação e saúde – baseado em dados declarados
pelas prefeituras. As estatísticas oficiais disponíveis
são de 2009. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 (máximo)
para classificar o nível de cada localidade. Os critérios
de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4),
regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a
1) desenvolvimento.
A área de saúde é a que possui maior média
na região com 0,8746 pontos. O pior índice fica por conta
da área de emprego e renda, com 0,4783 pontos. O município
melhor colocado no ranking estadual é Triunfo, na 106ª posição.
Uma boa notícia apontada pelo estudo é que o município
de Minas do Leão, na comparação entre o IDM de
2008 com o de 2009, foi o que apresentou a maior variação
positiva do Rio Grande do Sul, chegando a 20%. Outro dado animador revelado
pelo levantamento é que Barão do Triunfo foi o município
em que o índice mais cresceu no Estado entre 2000 e 2009. A variação
no índice foi de 56,6%.
Pelo Estado
No levantamento, somente
4% dos municípios brasileiros alcançaram nota de alto
desenvolvimento (acima de 0,8). Dos 496 municípios gaúchos,
apenas 14 obtiveram esse índice, sendo três deles entre
os cem melhores do país: Bento Gonçalves, Farroupilha
e Lajeado. A média do IDM do Rio Grande do Sul foi de 0,7852
pontos.
Pelo país
A média
brasileira do IDM em 2009 foi de 0,7603, 0,6% menor que a observada
em 2008. Os dados retratam o impacto da crise mundial no desenvolvimento
dos municípios brasileiros. Apesar disso, 3.841 municípios
(69%) apresentaram melhora em seus índices de desenvolvimento,
um resultado um pouco melhor do que o observado em 2007, quando 67,3%
registraram crescimento.
O estudo apontou um aumento gradual e consistente de municípios
do país com IDM moderado: de 30,1% em 2000 para 58,7% em 2009,
apontando uma tendência na redução da desigualdade.
Em uma década, mais de 90% dos municípios apresentaram
crescimento de seus IDMs e, no mesmo período, caiu de 18,2% para
0,4% a presença de cidades com índices de baixo desenvolvimento.
Ainda assim, 22 municípios (todos do Norte e Nordeste) continuam
nessa situação e o retrato do país dividido em
dois persiste: de um lado, estão Sudeste, Sul e Centro-Oeste
com indicadores superiores; do outro, Norte e Nordeste com pontuações
mais baixas.
A expectativa é que só em 2037 os municípios do
país garantam à população brasileira atendimento
básico de saúde, ensino fundamental de qualidade e maior
inserção no mercado formal de trabalho.
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