REGIONAL
Tempo seco começa a preocupar produtores
rurais
O tempo seco e com poucas
precipitações - localizadas e em volumes insuficientes
para amenizar o déficit hídrico - tem preocupado os produtores
de milho e feijão, principalmente aqueles que possuem lavouras
em floração e formação de grãos,
fases muito sensíveis à falta de umidade no solo. De agora
até o final deste mês, será o período decisivo
para essas culturas.
Segundo dados do Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar,
as raras precipitações que ocorreram ainda não
alteraram o quadro da lavoura do feijão no Estado, e a situação
da cultura começa realmente a preocupar. O plantio da 1ª
safra está se encerrando e 75% da cultura encontra-se em fase
de formação de grãos. Até o momento, as
parcelas colhidas de cerca de 5% da lavoura mantêm boa produtividade,
bem acima de 1,2 tonelada por hectare.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelos produtores, a atual safra
de milho encontra-se adiantada em termos de plantio se comparada com
os anos anteriores. Porém, em pontos isolados, começam
a aparecer lavouras com claros sinais de prejuízo devido à
falta de umidade. E as lavouras que se encontram em maior risco são
aquelas em floração e enchimento de grãos e que,
atualmente, perfazem 36% do total. Nas áreas que se encontram
em desenvolvimento vegetativo, a falta de umidade dificulta, ou mesmo
impossibilita, as adubações em cobertura, essenciais ao
bom desenvolvimento das plantas e ao rendimento final das lavouras.
Nos locais onde ocorreram as poucas chuvas registradas nesta semana,
o plantio pôde ser efetivado, elevando o percentual de área
semeada para 82% do total previsto.
Em Arroio dos Ratos, 34 produtores deverão colher, neste ano,
mais de 13,6 mil toneladas de melancia. A expectativa para a safra neste
ano é de que a produtividade se mantenha dentro do esperado,
ou seja, que chegue a patamares acima de 25 toneladas por hectare. Essa
produtividade foi mantida em razão de condições
climáticas (calor e baixa umidade) que favoreceram o desenvolvimento
das plantas. No entanto, o ciclo está sendo acelerado e aquelas
lavouras que não receberam irrigação têm
desenvolvimento foliar menor.
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