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Região Carbonifera, sexta-feira, 18 novembro, 2011
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CENSO 2010
Região tem mais de 7 mil analfabetos

Números do Censo demográfico 2010 divulgados na última quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE) revelam que a Região Carbonífera tem um grande desafio a ser vencido na área da Educação nos próximos anos: o analfabetismo.
De acordo com as estatísticas, 7933 pessoas acima de 15 anos declararam não saberem ler e escrever durante a coleta de dados. A maioria está concentrada na faixa de idade superior a 60 anos, no entanto, no grupo de idade abaixo dos 39 anos, o número de analfabetos chega a 1444 pessoas.
O município de São Jerônimo é o que detém a maior quantidade com 1475 pessoas que não sabem ler e escrever.

Com 10 anos

O Censo 2010, também, buscou informações sobre o número de crianças com 10 anos que não sabem ler e escrever. Conforme o IBGE, na região, 55 pessoas se encaixaram nessa situação de analfabetismo.

Taxa de analfabetismo caindo

A boa notícia é que a taxa de analfabetismo em pessoas com 15 anos ou mais de idade caiu na Região Carbonífera, em todos os municípios, nos últimos dez anos, conforme mostra a comparação dos dados do Censo realizado no ano de 2000 e o do ano passado. A queda mais acentuada aconteceu no município de Barão do Triunfo, com uma redução de 6,1%.
No entanto, todos os municípios permanecem com a taxa acima da média do Estado, que foi de 4,5%. E Barão do Triunfo e Minas do Leão, com a taxa de analfabetos superiores à média do país, que foi de 9,6% no Censo de 2010. General Câmara ficou com a mesma média apurada no total do Brasil.

No Estado

As estatísticas do IBGE indicam que no Rio Grande do Sul há 383.277 pessoas que não sabem ler e escrever. A taxa de analfabetismo em pessoas acima de 15 anos ficou em 4,5%
Pelo País
A taxa de analfabetismo na população de 15 anos ou mais de idade caiu de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010. Em 2000, o Brasil tinha 16.294.889 analfabetos nessa faixa etária, ao passo que os dados do Censo 2010 apontam 13.933.173 pessoas que não sabiam ler ou escrever, sendo que 39,2% desse contingente eram de idosos.