ESTIAGEM
Região contabiliza perdas de mais de R$
27 milhões
Os municípios
de General Câmara e São Jerônimo seguem castigados
com a estiagem que atinge mais de 300 localidades do Estado e afetam
cerca de 1,6 milhões de pessoas. As duas cidades da Região
Carbonífera já decretaram junto a Defesa Civil situação
de emergência, nos dias 11 e 12 desse mês, respectivamente.
Com o sinal vermelho aceso, os prejuízos com o tempo seco começam
a ser contabilizados na pecuária e agricultura. As perdas no
campo, nas plantações de milho, soja, fruticultura e bovinos,
totalizam nos dois municípios, prejuízos de mais de R$
26 milhões.
Em General
Câmara prejuízos chegam a R$ 9 milhões
O laudo técnico realizado pela Emater de General Câmara
aponta perdas de mais de R$ 9 milhões. Uma das culturas mais
afetadas é a do fumo, com prejuízo de 40% na safra, com
um montante de R$ 4.715.942,40. As plantações de milho
totalizam perdas de R$ 1.037.610,00. A soja um valor de R$ 340.200,00,
a melancia R$ 207 mil, bovinos de corte R$ 2.576.000,00 e bovinos de
leite os prejuízos contabilizam R$ 292.500,00.
Em São
Jerônimo perdas chegam a R$ 17 milhões
No município de São Jerônimo, a Emater contabilizou
perdas no campo na casa de R$ 17 milhões. Nas culturas de grão
e cereais, os prejuízos são de R$ 1.600.000,00. Na fruticultura,
que inclui o melão e a melancia o valor é de R$ 3.146.000,00.
Os bovinos de leite e corte, somam mais de R$ 4 milhões e a fumicultura
as perdas são de R$ 8 milhões.
Conforme a coordenadora da Defesa Civil, Leni Leal, o laudo contém
informações finalizadas no dia 13 de janeiro. Segundo
Leni, a área do interior mais afetada pela estiagem é
o Rincão das Correias.
Em Arroio
dos Ratos a cultura da melancia é a mais afetada
Embora não tenha decretado situação de emergência,
o município de Arroio dos Ratos já contabiliza prejuízos
de R$ 1.298.520,00. A cultura mais afetada é da melancia, com
perdas de R$ 567.000,00.
Pacote
para ajudar os municípios
Durante a abertura da 18ª Assembleia de Verão da Famurs,
realizada ontem, em Tramandaí, o Governador Tarso Genro reiterou
que a prioridade do Governo será o de minimizar, com ações
emergenciais, os danos sociais e humanos decorrentes desse episódio.
- Estamos totalmente aparelhados para dar assistência aos municípios
atingidos. Nosso foco agora é assegurar a essas comunidades água
para o consumo humano, alimentação para os animais, e
apoio para a recuperação da capacidade produtiva de quem
teve perdas com a seca - ressaltou.
R$ 51 mil
em recursos
Os municípios que decretaram situação de emergência
receberão R$ 51 mil para despesas de custeio, como o de compras
de cestas básicas e de caixas d’água.
Tratamento
diferenciado para perfuração de poços
O Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) do Rio Grande
do Sul emitiu Resolução nº 98, na última semana,
determinando que os municípios que constem no anexo do Decreto
nº 48.782/2012, de atingidos pela estiagem, terão tratamento
diferenciado para a perfuração de poços. A medida
deve-se à escassez de água nas bacias hidrográficas
do RS, para o atendimento dos diversos usos dos recursos hídricos
disponíveis, e a possibilidade de comprometimento de abastecimento
da população, devido aos baixos níveis de água
verificados em situações similares, nas captações
dos municípios.
Farsul
projeta variação negativa do PIB gaúcho devido
à estiagem
Um levantamento divulgado na tarde de ontem pela Farsul, indica que
há grandes chances de que a variação do PIB gaúcho
seja negativa em 2012, devido aos prejuízos ocasionados pela
estiagem no RS.
- Temos uma possibilidade bastante alta de ter um PIB negativo este
ano - afirma o economista da Farsul, Antônio da Luz.
Conforme a entidade, a projeção é que o PIB seja
5,22 pontos percentuais menor do que o projetado. Os dados foram levantados
a partir de informações repassadas pelos sindicatos rurais
filiados à Farsul. Calcula-se uma quebra de 36% na soja, 54%
no milho, 22% no fumo e 11% no arroz.
De acordo com a Farsul, os números indicam um impacto de R$ 14,28
bilhões no PIB gaúcho, incluindo o prejuízo em
agropecuária, indústria e serviços. Já o
prejuízo sobre o valor bruto da produção deve chegar
a R$ 19,38 bilhões, na projeção da entidade. A
Farsul destaca que se não houver chuva nos próximos dias
as perdas irão aumentar progressivamente.
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