
| Um amor à arte Os bastidores da Associação Cultural Faces Em pleno período de férias de verão, os integrantes da Associação Cultural Faces, de Charqueadas, abriram as cortinas do teatro para contar os altos e baixos de vidas dedicadas a promover cultura. Em meio a cenários, figurinos e muitos troféus conquistados em vários festivais do estado, a história da Faces ganha os holofotes e o aplauso da plateia ao narrar fatos poéticos e dramáticos dessa trajetória. Os espetáculos Tudo começou quando
os integrantes que já faziam parte de um extinto grupo de teatro,
o antigo Paiol, desejavam continuar com a ideia de encenar, criando,
assim, um grupo de estudos voltado para a arte cênica. Mas, para
isso, precisavam ter uma estrutura constituída, tanto em nível
de elenco como de local para ensaiar. No ano de 2003, fundaram então
a Associação Cultural Faces. O primeiro trabalho realizado
foi o teatro “Auto de Natal Bem Brasileiro”, deixando transparecer
a identidade da associação: a inserção do
canto e da dança e a utilização de materiais recicláveis
para compor os figurinos e cenários. A partir daí, os
espetáculos não pararam mais. O que acontece quando as cortinas se fecham Mas nem tudo são flores para quem faz teatro. Hoje, a atual composição da Associação Cultural Faces precisa apresentar muitas peças para pagar o aluguel da sede. O sonho de ter o próprio espaço não está descartado, mas o grupo sabe que a tarefa não é fácil. A atual formação, composta por Gustavo Teixeira, Eduardo Arruda, Rodrigo Ruiz, Vladimir Oliveira, Iara Elisa, Thiago Oliveira, Júlio Ruduit, Leonardo Silveira, Clarissa Figueiró, Aimar Patrícia, Desireé Andrade, Jean Netto e Priscila Arruda encara o teatro como uma segunda profissão. Com o objetivo de divulgar cultura, o preço popular cobrado para a entrada dos espetáculos, na maioria das vezes não cobre as despesas da sede. As viagens para outros municípios para participar de festivais acontecem graças ao incentivo das empresas de Charqueadas e da região. As apresentações já foram realizadas nas cidades de Encantado, Capão da Canoa, Osório, Rolante, Bento Gonçalves,Caxias do Sul, Arroio dos Ratos e São Jerônimo. Os ensaios para as peças acontecem durante a madrugada, já que cada integrante exerce uma outra profissão durante o dia. “Até sopão cultural já realizamos, para conseguirmos recursos para pagar as contas”, relatam os atores. A associação também desenvolve oficinas voltadas para o público infantil, como a peça “Frankenstinho” despertando nesse público o amor pelo teatro. Planos para 2011 Ainda em período
de férias, a associação pretende, este ano, desenvolver
três projetos patrocinados pelo Fundo Municipal de Cultura voltados
para acrobacia em tecidos, malabares e um espetáculo de comédia.
O objetivo é tornar o trabalho realizado pela Faces mais conhecido
dentro do próprio município, melhorando a divulgação
dos espetáculos para, assim, ter um número maior de pessoas
na plateia. “Quando olhamos para trás, nos damos conta
que conseguimos muita coisa boa. Apesar de muita gente não conhecer
nosso trabalho, este aqui é o teatro da cidade”, desabafa
o ator e diretor Eduardo Arruda. Os atores falam que por causa das dificuldades
e pelos poucos recursos já pensaram em desistir. “Não
desistimos ainda só pelo fato do teatro ser a nossa paixão”.
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