JANEIRO VIOLENTO
Mortes no transito representam 36% do ano passado
Números do mês passado superam em quatro vezes o mesmo período
de 2011
COMPARAÇÃO
COM O ANO DE 2011
Quadriplicam mortes no trânsito na região no mês
de janeiro
Com nove vítimas no mês passado, número representa
36% de todo o ano de 2011.
O ano começou violento
no trânsito da Região Carbonífera. É o que
revela um levantamento realizado pelo jornal Portal de Notícias
que comparou o mês de janeiro de 2012 com o mesmo mês do
ano passado.
De acordo com o estudo, que levou em conta dados do Departamento de
Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) e o banco de notícias
do jornal, nove pessoas já perderam a vida nas rodovias da região
nos 31 primeiros dias do ano. A quantidade é 4,5 vezes maior
que o mês de janeiro de 2011, quando duas pessoas morreram em
decorrência de acidentes de trânsito. Até o momento,
a liderança no número de acidentes fatais está
no município de Triunfo, com quatro vítimas. General Câmara,
que passou todo o ano passado sem registram um acidente com morte, já
desponta com três casos.
Número corresponde
a 36% de 2011
O número assusta,
também, porque representam 36% de todas as mortes ocorridas nos
doze meses do ano passado, quando 25 vidas foram ceifadas nas rodovias
e estradas da região. Em comparação ao ano de 2009,
o percentual representa 28% do total.
As perigosas rodovias
Conforme o levantamento,
todos os acidentes fatais registrados na Região Carbonífera
no mês de janeiro desse ano aconteceram em rodovias, sendo cinco
em rodovias estaduais (ERS-401 e ERS-244) e quatro em uma rodovia federal
(BR-386).
Ritmo
Se o número de acidentes
de trânsito com morte seguir o ritmo de janeiro nos próximos
meses até o final do ano, a região fechará dezembro
com 108 vítimas.
Sem acidentes fatais
na BR-290
Se por um lado, houve o
aumento na quantidade de acidentes no total da Região Carbonífera,
os municípios de Arroio dos Ratos e Butiá, que juntas
registraram grande quantidade de mortes no trânsito no ano passado,
principalmente, na rodovia BR-290, que corta as cidades, está
com o placar positivo em 2012, com nenhuma vítima registrada.
Ainda conforme o estudo, os municípios de São Jerônimo,
Minas do Leão e Barão do Triunfo também estão
com o resultado positivo em relação à violência
no trânsito.

Em General Câmara, homem morreu carbonizado depois
de colidir o carro com outro veículo.

Acidentes com vítimas
fatais no mês de janeiro de 2012 na região
TRIUNFO
Onde: rodovia BR-386
Quando: 24 de janeiro
Vítimas: Valdir Jose Borges Junior e Camila Lima Salles
Como: colisão entre carros
Onde: rodovia BR-386
Quando: 12 de janeiro
Vítimas: Graziela da Silva Jandrey e Ismael de Oliveira
Como: Tombamento de um micro-ônibus
GENERAL CÂMARA
Onde: Rodovia ERS-401
Quando: 7 de janeiro
Vítima: André Figueiredo Botelho
Como: colisão entre carros
Onde: rodovia ERS-244
Quando: 15 de janeiro
Vítimas: Eder Storch e Paulo José Garcia
Como: Colisão entre carros
CHARQUEADAS
Onde: rodovia ERS-401
Quando: 18 de janeiro
Vítima: Claudileia Silva de Oliveira
Como: ciclista atropelada por moto
Onde: rodovia ERS-401
Quando: 28 de janeiro
Vítima: Ivan Anselmo de Ávila
Como: Colisão entre carro e moto
DICAS
Situações que podem acontecer na estrada e as
dicas para enfrentá-las
ANIMAIS
NA PISTA
Ao avistar animais andando na pista ou nas proximidades, olhe pelo espelho
retrovisor para verificar se existem carros perto, reduza imediatamente
a velocidade e redobre a atenção. Procure passar sempre
por trás dos bichos. Nunca buzine. Isso pode assustá-los.
Da mesma forma, faróis altos à noite podem paralisá-los
à sua frente, o que só aumenta o risco de acidente. É
preferível parar e esperar que passem, procurando sinalizar a
outros motoristas sobre o perigo.
BEBIDA
ALCOÓLICA
Está provado cientificamente que o álcool provoca alteração
da coordenação motora e diminui os reflexos. O Código
de Trânsito Brasileiro (CTB) teve seu Artigo 165 do Capítulo
XV, considera gravíssimo o ato de dirigir sob influência
de álcool ou entorpecentes e pune os infratores com a perda da
Carteira Nacional de Habilitação (CNH), alterado. A partir
do decreto de junho de 2008, dirigir sob influência de álcool
ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência
é considerada infração gravíssima. Na fiscalização,
o condutor é submetido a testes de alcoolemia por aparelhos homologados
pelo Contran, os chamados bafômetros. Aos olhos da lei, estar
bêbado é ter mais de 0,6 grama de álcool por litro
de sangue – o equivalente a duas doses de uísque ou duas
latas de cerveja para uma pessoa que pesa 70 quilos. Ainda deve-se levar
em conta o metabolismo individual. Em teoria, quanto mais se come, menos
os efeitos do álcool são sentidos. O tempo de recuperação
para quem bebeu pouco mais de duas doses de uísque é de,
no mínimo, três horas. Acima disso, é melhor pegar
o volante só no dia seguinte. O ideal é nunca dirigir
depois de beber. Ou nunca beber se for dirigir. Confira:
Um copo de cerveja ou uma taça de vinho: 0,2 g/l – Você
fica um pouco mais confiante, mas ainda está tudo bem. A bebida
não é suficiente para causar alterações
neurológicas
Uma dose de uísque ou uma latinha de cerveja: 0,3 g/l –
Sua noção de distância e de velocidade fica prejudicada.
Um carro que parece longe está um pouco mais perto do que você
imagina
Duas taças de vinho ou dois copos de cerveja: 0,4 g/l –
Os reflexos ficam comprometidos e você perde a capacidade de responder
rapidamente a situações de perigo demora mais para acionar
o freio, por exemplo)
Duas doses de uísque ou duas latas de cerveja: 0,6 g/l (limite
máximo permitido no Brasil) – Sensação de
euforia. Você perde a noção de perigo. O risco de
acidentes dobra
Quatro taças de vinho ou quatro copos de cerveja: 0,8 g/l –
Sensação de calor e rubor facial. Você perde a coordenação
motora e a noção de detalhes. Ainda consegue dirigir,
mas suas reações são muito mais lentas
Quatro doses de uísque ou quatro latas de cerveja: 1,2 g/l –
Você está intoxicado. Não consegue fazer o raio
correto de uma curva, nem seguir as faixas de trânsito
Cinco latas de cerveja ou uma garrafa de vinho: 1,5 g/l – Você
é incapaz de se concentrar no trânsito. Perde a memória
e a capacidade de julgamento. Está a um passo de apagar ao volante
A multa é de R$ 957.50 e o motorista tem sua carteira suspensa
por 12 meses. O veículo fica retido até a apresentação
do condutor habilitado. O caso fica mais grave se o condutor alcoolizado
se envolver em crimes de trânsito. A penalidade pode chegar de
seis meses a três anos de detenção, além
da proibição de dirigir veículo automotor.
COM CHUVA
Estradas molhadas (e mesmo ruas) exigem sempre maior atenção
do motorista, já que ficam escorregadias. Com chuva mais intensa,
o carro da frente vai levantar uma cortina de água, atrapalhando
ainda mais a visão. Reduza a velocidade, não dê
guinadas bruscas no volante, acenda os faróis, aumente a distância
em relação ao veículo que trafega à sua
frente e não freie de forma abrupta. É mais seguro pressionar
o pedal do freio progressiva e suavemente. Se possível, desvie
de áreas com maior acúmulo de água para evitar
o efeito da aquaplanagem. Ao frear a 80 km/h e com pista seca, um veículo
geralmente percorre 30 metros até parar. Com pista molhada, essa
distância passa a ser de 45 metros ou mais.
CURVAS
Ao se aproximar de uma curva, deve-se frear antes, desacelerando o carro.
Tente aumentar seu raio de curva, ficando o mais possível do
lado oposto (se a curva for à direita, posicione o carro bem
à esquerda, sem invadir a outra faixa; aproxime-se do acostamento
se a curva for para o outro lado), até que comece a entrar nela.
Só então retome a aceleração de forma gradativa,
deslocando o carro para o centro da pista. Isso ajuda a dar mais aderência
ao veículo. Não faça a curva dando golpes bruscos
ou soquinhos no volante. Vire a direção com suavidade
até o ângulo certo e nunca freie no meio da curva. O carro
pode derrapar ou até capotar se as rodas travarem. Se entrar
rápido demais, tire o pé do acelerador e reduza a marcha,
mesmo que o motor suba de rotação. Apenas nessa situação,
com maior controle do carro, você poderá usar moderadamente
o freio.
DESLOCAMENTO
DE AR
Deve-se ter bastante atenção ao ultrapassar ou ao ser
ultrapassado por um caminhão ou ônibus. Veículos
pesados provocam grande deslocamento de ar, que faz com que seu carro
balance. Segure o volante com firmeza e mantenha a trajetória
mais reta possível.
DIRIGIR
À NOITE
Guiar à noite requer maior concentração e menor
velocidade. As luzes dos veículos na direção contrária
podem atrapalhar a visão. Leve em conta que trafegar à
noite dá mais sono ainda em quem já está cansado.
Evite manter os olhos em um ponto fixo. Use as faixas ou os olhos de
gato de marcação das pistas como referência. Se
não houver nenhum tipo de sinalização ou não
conhecer a estrada, mantenha uma distância maior e utilize as
luzes traseiras do carro que estiver à sua frente para se guiar.
Assim você poderá saber com antecedência o sentido
das curvas, por exemplo. O mesmo serve para situações
de neblina intensa. Nunca use farol alto quando houver veículos
na sua frente ou vindo na direção contrária. O
farol de milha, de longo alcance, é bastante útil. Ele
produz um facho estreito de luz branca, como a projetada por um spot
de teatro, que pode alcançar até 500 metros de distância.
NEBLINA
Durante o dia ou à noite, o perigo da neblina é o mesmo,
dificultando a visibilidade do motorista. Trafegue em baixa velocidade
e mantenha distância ainda maior em relação ao carro
da frente. Evite fazer ultrapassagens, acenda os faróis baixos
e, se tiver, os especiais para neblina. Nunca utilize farol alto. A
luz reflete nas gotículas responsáveis pelo nevoeiro,
voltando para os olhos do motorista. Ou seja, a luminosidade do farol
alto bate de frente com a névoa branca da neblina, impedindo
que se tenha a visão do que está à frente. Para
esse caso, há o farol de neblina, que pode ter cor branca (melhor)
ou amarela e tem um facho mais curto e mais largo, atingindo as laterais
da estrada, e alcance entre 10 e 15 metros. Ilumina até 30 cm
acima do solo, porque é a partir dessa altura que a neblina normalmente
se forma. Use as marcações da pista ou as luzes traseiras
do carro à frente como referência do caminho a seguir.
OBJETOS
E BAGAGEM
Nunca carregue o compartimento de bagagens com peso acima da capacidade
do veículo. Procure distribuir os itens, conforme seu peso e
tamanho, garantindo equilíbrio ao automóvel. Evite que
os objetos transportados fiquem soltos (em uma freada eles podem atingir
os ocupantes ou provocar danos ao carro) e ultrapassem o limite do compartimento
de bagagem, impedindo a visibilidade do motorista. Tenha essa preocupação
mesmo que seu carro seja uma perua ou picape. Isso evita que o carro
fique instável e ainda ajuda a manter a média normal do
consumo de combustível.
QUEIMADAS
Em épocas de seca, quando a vegetação ao lado da
pista fica ressecada, é comum ocorrerem incêndios. Às
vezes o fogo é causado por pontas de cigarro atiradas por motoristas
irresponsáveis. Em conseqüência, a intensa fumaça
formada pode atrapalhar a visibilidade. Ao encontrar uma situação
assim, reduza a velocidade e acenda os faróis baixos. Se a visibilidade
estiver muito prejudicada, melhor parar no acostamento, o mais longe
possível da pista, com o pisca-alerta ligado, e esperar que a
fumaça diminua.
SINAIS
Existem vários sinais que são utilizados para uma comunicação
visual na estrada por caminhoneiros e motoristas de ônibus e carros.
Saber o significado deles é bastante útil. Aprenda a traduzir,
e a usar, alguns deles: • Duas buzinadas – Rápidas,
em toques curtos, significam um agradecimento. Pode ser porque o motorista
da frente permitiu ou facilitou a sua ultrapassagem. Um “obrigado”
sonoro. • Piscar faróis com intervalos – É
usado para indicar para os veículos que trafegam no sentido oposto
que eles encontrarão algum problema adiante e que devem reduzir
a velocidade. Pode ser um acidente ou queda de barreira, por exemplo.
• Piscar faróis com insistência – É
um aviso de que o carro que segue à frente na pista está
com algum tipo de problema. • Piscar os faróis e buzinar
– Se o carro que vem atrás do seu piscar os faróis
e buzinar com insistência, ele pode estar com problemas e está
pedindo passagem. • Seta esquerda ligada – Se o veículo
da frente ligar a seta esquerda, saiba que ele está avisando
para que você não faça uma ultrapassagem naquele
momento, já que provavelmente há um outro carro vindo
no sentido oposto. • Seta direita acionada – A sinalização
indica que, a princípio, pode-se fazer a ultrapassagem, já
que não deve haver nenhum outro veículo vindo em direção
contrária. Porém, procure sempre se certificar disso,
já que o motorista que sinalizou pode cometer um engano de cálculo.
SONO
Viajar durante o dia sempre é mais seguro. Se tiver que ser à
noite, procure descansar bastante já no dia anterior. Se o sono
bater, não lute contra ele. Não adianta pedir para que
os outros passageiros conversem com você ou, se estiver sozinho,
ligar o ar-condicionado, o rádio no máximo ou cantar.
Pare o carro num local seguro e durma, nem que seja por meia hora.
ULTRAPASSAGENS
É durante as ultrapassagens que acontece o maior número
de acidentes nas estradas, principalmente por imprudência e falta
de perícia durante sua execução. Procure ser sempre
preciso ao calculá-la. As dicas são as seguintes: obedeça
à sinalização da pista, sempre dê seta antes
para indicar seus movimentos e só ultrapasse pela esquerda, nunca
pelo acostamento. Se necessário, buzine levemente para avisar
o carro que está ultrapassando e mantenha uma distância
segura dele. Volte logo à sua faixa. Não ultrapasse nunca
em curvas e aclives, a não ser que tenha total visibilidade da
pista contrária, nem quando a faixa amarela que divide a pista
for contínua. Na chuva, a atenção tem de ser redobrada.
Só faça uma ultrapassagem com absoluta certeza de que
conseguirá completá-la sem colocar em risco sua segurança
e a dos demais veículos. Ao ser ultrapassado, não tente
apostar corrida e facilite a manobra diminuindo sua velocidade até
que o outro carro passe e atinja uma distância segura.
VENTOS
LATERAIS
Durante uma viagem, você já deve ter sentido seu carro
balançar, principalmente em trechos de estrada mais abertos e
desprotegidos. Uma rajada de vento lateral pode desestabilizar seu carro,
a ponto de fazê-lo sair da pista. Um bom indicativo desse tipo
de ocorrência são as árvores e arbustos dispostos
ao longo da estrada. Verifique se estão balançando muito.
Se estiverem, reduza a velocidade e segure o volante com mais firmeza.
Abrir um pouco os vidros também é útil para amenizar
o problema.
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