
| SEGURANÇA PÚBLICA Fechamento total da PEJ é proposto por juiz Sidinei Brzuska sugere, ainda, a construção de três novas casas prisionais na área da Colônia Penal Agrícola Rodrigo Ramazzini
O fechamento total
da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas.
É isso que propõe o juiz Sidinei Brzuska, da Vara de Execuções
Criminais e responsável pela fiscalização das casas
prisionais da Região Metropolitana do Estado, em ofício
dirigido ao secretário de Segurança do Rio Grande do Sul,
Airton Michels, protocolado na última sexta-feira. Solução estaria na CPA Para o juiz Sidinei Brzuska, a solução para remoção dos presos recolhidos na PEJ seria a construção de três novas casas prisionais, com capacidade de 700 presos cada unidade, a serem erguidas na área onde está localizada a Colônia Penal Agrícola (CPA), também, em Charqueadas. De acordo com o magistrado, a medida sugerida possibilitaria o fechamento da penitenciária e daria utilidade ao local, visto que o terreno é em uma região rural e despovoada, já pertencente à Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). MST na área das futuras casas prisionais Justamente a área da CPA em que o magistrado sugere a construção de três novas casas prisionais, a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Estado designou, no início do mês, para que integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), que estavam em Viamão, iniciassem, de forma provisória, a construção de um assentamento, já que o terreno estaria destinado à reforma agrária. Cerca de 20 famílias estão no local e deverão utilizar aproximadamente 300 hectares de terra. Registro de BO e o acionamento da PGE Na última
segunda-feira, após inspeção na Colônia Penal,
o magistrado registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia
de Polícia de Charqueadas relatando a ocupação
da área da casa prisional pelo MST, pois não houve nenhuma
tramitação legal que assegurasse o assentamento. Na mesma
data, o juiz Brzuska acionou a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para
que as medidas judiciais necessárias sejam tomadas em defesa
do patrimônio público. Sobre as ações adotadas
visando a manutenção da área pela Susepe, o magistrado
justifica: Magistrado apóia a proposta O juiz de direito
Adriano Parolo, da 1ª Vara Judicial de Charqueadas, apóia
a ideia do fechamento da PEJ e a construção de casas prisionais
na área da Colônia Penal Agrícola. Conforme o juiz,
a extinção da penitenciária proporcionará
que o bairro possa ser municipalizado (hoje a área pertence ao
Estado) e passe a receber investimentos de infraestrutura, bem como
que no local onde hoje é a PEJ possam ser construídas
novas residências, já que serão necessárias
com a projeção de expansão do número de
habitantes devido aos recentes anúncios de instalações
de empresas no município. Para o magistrado, a população
sairá ganhando, também, no quesito segurança, pois
a casa prisional deixará de estar no centro de um bairro e todo
o complexo prisional estará concentrado em apenas um lado da
rodovia, o que facilitaria a fiscalização. O que diz a Secretaria de Segurança Pública do Estado sobre a proposta de fechamento da PEJ? A assessoria de imprensa da secretaria informou que a resposta sobre a proposta será encaminhada ao juiz, via ofício, sem dar maiores detalhes sobre o possível conteúdo do documento. O que diz a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Estado sobre o MST na área da CPA e a medidas tomadas pelo juiz? Contatada, por meio da assessoria de imprensa, a secretaria informou que os questionamentos realizados devem ser remetidos a Secretaria de Segurança do Estado e a Susepe. O que diz a Susepe sobre a área? Por meio da assessoria de imprensa, a Susepe informou que ainda não foi acionada oficialmente sobre qualquer medida judicial relativa à área e que aguardará a notificação, se ocorrer, para se manifestar. O que diz a Prefeitura de Charqueadas sobre a municipalização do Bairro Colônia Penal? De acordo com o
prefeito Davi Gilmar, a prefeitura tem posição favorável
à municipalização do bairro. Inclusive, na gestão
anterior do governo estadual, no ano de 2010, foram abertas negociações
para que a área que hoje pertence ao Estado fosse passada para
Charqueadas. Com a troca de governo, esse ano, houve uma suspensão
nas discussões. No entanto, um novo pedido já foi protocolado
pelo Executivo Municipal, que aguarda uma manifestação
do atual governo do Estado para a retomada das negociações.
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