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Região Carbonifera, sexta-feira, 9 dezembro, 2011
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MINAS DO LEÃO
Centros de Apoio do MP visitam aterro sanitário

Integrantes dos Centros de Apoio Operacionais do Meio Ambiente (Caoma) e da Ordem Urbanística (Caourb) visitaram, na manhã da última segunda-feira, 5, a Central de Resíduos do Recreio, conhecida como aterro sanitário, entre Minas do Leão e Butiá. A visita faz parte do Projeto Integrado de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos (RESsanear), cujo objetivo é auxiliar os municípios a se adequarem à Lei Nacional de Saneamento.
Sobre o aterro
O diretor-presidente da SIL Soluções Ambientais Ltda., Carlos Weinschenck de Faria, e o gerente operacional da empresa, Adriano Locatelli da Rosa, apresentaram o espaço onde são depositados os resíduos de 140 municípios gaúchos, que representam 34% da população do Rio Grande do Sul. A área, de 500 hectares, tem Licença de Operação da Fepam para receber 90 mil toneladas por mês e vida útil de mais 23 anos. O aterro iniciou as atividades em 2001. Neste ano, até agora, recebeu 1,050 milhão de toneladas provenientes da coleta domiciliar, um aumento de 10% em relação a 2010.
Os resíduos chegam em caminhões 24 horas por dia e são depositados em valas abertas pela mineração de carvão mineral. Antes desse processo, cada espaço recebe três camadas de argila compactada, uma de areia e uma manta de polietileno, para evitar a poluição do solo. Conforme os diretores da SIL, não há lençóis freáticos no terreno. O chorume, efluente produzido pela degradação do lixo, é canalizado até uma espécie de lagoa e, em seguida, é levado para uma Estação de Tratamento de Efluentes. A água é utilizada na limpeza do carvão.
A degradação dos resíduos gera gás metano, que também é canalizado até um sistema de queima que utiliza sopradores, painéis e o flair, uma torre que queima o gás. A SIL estuda a utilização do metano para a elaboração de Gás Natural Veicular (GNV) e também para a produção de energia elétrica – por meio de biodigestores.
Cada tonelada custa entre R$ 30 e R$ 45 para os municípios. Porto Alegre, por exemplo, envia 42 mil toneladas por mês para o aterro. “O ideal seria que os municípios se organizassem para dar a destinação final por conta própria, em vez de venderem seus resíduos. Porém, sabe-se que isso exige planos a longo prazo, com continuidade e investimentos tecnológicos pesados”, analisou Marta Leiria Leal Pacheco.