ÁGUA, ESGOTO E LIXO
Adequação do saneamento cresce apenas
2,1% na última década na região
O jargão
conhecidíssimo “enterrar cano não dá voto”,
adotado como “prática” por muitos governos ao longo
dos anos começa a mostrar seus efeitos pela Região Carbonífera,
como aponta os resultados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro
de Estatísticas e Geografia (IBGE), divulgado na última
semana.
De acordo com os dados do Censo, que considerou como saneamento adequado
quando nos domicílios havia abastecimento de água por
rede geral, esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica
e lixo coletado diretamente ou indiretamente, mostraram que na região,
na média entre os oito municípios, a adequação
do saneamento cresceu apenas 2,1% na última década, quando
comparado com o Censo 2000.
O município que apresentou uma maior variação na
comparação entre censos na região foi Barão
do Triunfo, com um aumento na adequação do saneamento
de 6,9% em dez anos, no entanto, a cidade ostenta o pior índice
de saneamento adequado nos domicílios em seu território,
com somente 8,7% com água, esgoto e recolhimento de lixo conforme
as prerrogativas do IBGE.
Na região, o município de Charqueadas é o que apresenta
o maior percentual de domicílios com saneamento adequado. O número
chega a 89,9%.
O IBGE apurou, também, a situação dos domicílios
com saneamento semiadequado, que é quando há nas casas
pelo menos uma forma de saneamento considerada adequada, e quando não
existe nenhuma forma de saneamento (ver quadro).
Importância
do saneamento
Segundos estudos,
a cada R$ 1,00 investido em saneamento básico, são poupados
R$ 4,00 em gastos com saúde pública.
Números do país
A proporção de domicílios com saneamento adequado
no Brasil subiu de 56,5% em 2000 para 61,8% em 2010. Nas cidades com
até 5 mil habitantes as taxas passaram de 21,7% em 2000 para
30,8% em 2010. Já nas cidades com mais de 500 mil habitantes,
os percentuais eram de 79,7% em 2000 e foram para 82,5% em 2010.
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