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Região Carbonifera, terça-feira, 22 novembro, 2011
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ÁGUA, ESGOTO E LIXO
Adequação do saneamento cresce apenas 2,1% na última década na região

O jargão conhecidíssimo “enterrar cano não dá voto”, adotado como “prática” por muitos governos ao longo dos anos começa a mostrar seus efeitos pela Região Carbonífera, como aponta os resultados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE), divulgado na última semana.
De acordo com os dados do Censo, que considerou como saneamento adequado quando nos domicílios havia abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica e lixo coletado diretamente ou indiretamente, mostraram que na região, na média entre os oito municípios, a adequação do saneamento cresceu apenas 2,1% na última década, quando comparado com o Censo 2000.
O município que apresentou uma maior variação na comparação entre censos na região foi Barão do Triunfo, com um aumento na adequação do saneamento de 6,9% em dez anos, no entanto, a cidade ostenta o pior índice de saneamento adequado nos domicílios em seu território, com somente 8,7% com água, esgoto e recolhimento de lixo conforme as prerrogativas do IBGE.
Na região, o município de Charqueadas é o que apresenta o maior percentual de domicílios com saneamento adequado. O número chega a 89,9%.
O IBGE apurou, também, a situação dos domicílios com saneamento semiadequado, que é quando há nas casas pelo menos uma forma de saneamento considerada adequada, e quando não existe nenhuma forma de saneamento (ver quadro).

Importância do saneamento

Segundos estudos, a cada R$ 1,00 investido em saneamento básico, são poupados R$ 4,00 em gastos com saúde pública.
Números do país
A proporção de domicílios com saneamento adequado no Brasil subiu de 56,5% em 2000 para 61,8% em 2010. Nas cidades com até 5 mil habitantes as taxas passaram de 21,7% em 2000 para 30,8% em 2010. Já nas cidades com mais de 500 mil habitantes, os percentuais eram de 79,7% em 2000 e foram para 82,5% em 2010.