BUTIÁ
Alemães negociam instalação
de fábrica de blocos de concreto a partir de cinzas de carvão
O governador Tarso
Genro recebeu, na terça-feira, 6, no Palácio Piratini,
executivos do grupo alemão Wehrhahn, liderados pelo presidente
Lothar Hofbauer, e o prefeito de Butiá, Paulo Machado. Na audiência,
foi apresentado à equipe de governo o projeto da primeira fábrica
brasileira com produção de blocos de concreto a partir
das cinzas de carvão. A empresa é parceira da brasileira
Vogel Ecobloc.
A unidade deverá ser instalada no município de Butiá.
O projeto tem previsão de investimentos da ordem de R$ 40 milhões
e está em fase final de negociação junto ao Badesul.
Segundo a assessora técnica da instituição, Doris
Couto, que fez a apresentação formal da proposta na reunião,
o processo é adaptável a qualquer clima, reduz em 40%
o custo de produção e obedece à tendência
ecológica correta.
- É um processo ágil que permite que se construa uma casa
em três dias. Os testes feitos com as cinzas produzidas em solo
gaúcho são as de melhor qualidade, segundo as comprovações
nos quatro anos de pesquisa com o produto, na Alemanha - destacou.
O governador considerou a tecnologia extraordinária e responde
a duas questões importantes para o Rio Grande do Sul: a do barateamento
de custo na construção civil e do destino correto das
cinzas das usinas.
A unidade de Butiá deverá gerar 70 postos de trabalho
diretos e 3,2 mil indiretos. A empresa pretende investir no trabalho
dos jovens e a tecnologia absorverá também, de forma significativa,
a mão de obra feminina na construção civil.
As oito usinas de carvão no Rio Grande do Sul produzem 10 milhões
de toneladas de cinza. A partir dessa tecnologia, os resíduos
retornam ao ciclo produtivo, por meio de blocos ecológicos, adaptáveis
a qualquer clima e barateando consideravelmente a construção
civil. De acordo com a empresa, as casas construídas neste sistema
possuem qualidade e durabilidade comprovada e são superiores
ao método tradicional.
|