
Rompendo fronteiras
Os intercâmbios culturais motivam jovens a viverem novas experiências
longe de casa
Viviane Bueno
Que tal conhecer novas
culturas, respirar novos ares, vivenciar o cotidiano de um outro país
e passear por aquelas paisagens que era possível admirar apenas em
filmes? É através de intercâmbios que essas práticas
são possíveis. E para isso, o Instituto Federal Sul-rio-grandense
não mede esforços para proporcionar essas experiências
aos seus alunos.
De acordo com o chefe de Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão,
Luiz Roberto Lima Barbosa, do Campus Charqueadas, o intercâmbio é
uma tendência mundial, que só traz benefícios para quem
participa.
- O intercâmbio proporciona o aprimoramento da língua, agrega
valores. Os alunos absorvem a cultura de outro país, mas também
levam na bagagem nossos hábitos e valores pátrios – destaca
Luiz Roberto.
Para a psicóloga do núcleo de assistência estudantil,
Milene Petracco, a experiência de viajar traz mais autonomia, tanto
para os estudantes, como para os pais.
- Distantes da família e em outro país, os alunos sentem-se
mais independes – avalia.
Para os alunos que participaram do intercâmbio Brasil-França
e para o grupo de irá para os Estados Unidos no próximo mês,
foram estipulados critérios técnicos para a escolha dos estudantes.
- Os alunos são selecionados pelos próprios professores e passam
por uma avaliação do idioma estrangeiro – afirma Denise
Cernicchiaro, assistente social do campus Charqueadas, do núcleo de
assistência estudantil.
Denise salienta também que o instituto disponibiliza um espaço
para auxiliar os estudantes no período que antecede a viagem.
- É um espaço de escuta e, além de falarmos sobre questões
técnicas da viagem, abordamos também a questão da postura
deles em outro país. Conversamos com os pais que ficam ansiosos, tanto
quanto os estudantes. São realizados seminários para esclarecer
diversas dúvidas. O objetivo de fato é estabelecer uma integração
– pontua Denise.
De acordo com o diretor geral do Campus Charqueadas, Antônio Pedro Silva
Júnior, há um grande interesse nos alunos pela questão
do intercâmbio.
- Quem participa compartilha a experiência com os colegas. Nossos alunos
foram legítimos representantes do país e da instituição.
Foram muito elogiados – ressalta Antonio Pedro.
Denise salienta que os estudantes precisam lidar com as diferenças.
- Eles são um grupo e precisam ajudar uns aos outros. Todos são
iguais. É preciso valorizar o que deu certo. Aproveitar ao máximo
a viagem. Tudo é aprendizado – diz.
Impressões
de quem vem de um intercâmbio
Grupo de Alunos em Le Mans. Em ordem da esquerda para a direita:
Gilson, Jeferson, Lucas, Roger e Robson.
Gilson Leonardo Abreu de Oliveira, 16 anos, é estudante do curso Técnico
de Mecatrônica, do campus Charqueadas, enfatiza a experiência
vivida durante intercâmbio realizado na Franca:
“A experiência foi incrível, tanto cultural, quanto profissional,
pois o modo de viver, ensinar e aprender, vistos na viagem, são diferentes
do que os conhecidos por aqui no Brasil. Com esta experiência poderei
crescer cada vez mais profissionalmente, e poder aplicar tudo em oportunidades
futuras. Tiveram momentos em que fiquei com muita saudade da minha família,
mas a cada passeio e a cada atividade nova, milhares de coisas boas passavam
pela minha cabeça, e eu agradecia por poder estar vivenciando momentos
tão únicos. Os lugares são completamente incríveis.
Cidades lindas e cheias de história e cultura por onde se passa. É
como viver outra época em tempo real. Nos Liceus, como são chamadas
as escolas técnicas francesas, é possível ver uma rotina
completamente diferente, com costumes e modos de aprendizagem muito diferentes
dos nossos. Posso dizer que voltei desta viagem, com uma bagagem de conhecimento
e costumes muito importante para eu me tornar um aluno e um profissional melhor.”
Roger Franco Baldissera, 17 anos, estudante do curso de Mecatrônica,
salienta alguns aspectos da viagem à França:
“É uma experiência muito boa. A diferença de cultura
é muito grande. Lidei bem com a falta da família, pois as atividades
realizadas lá ocupavam nosso tempo. É uma questão de
sensação, de sentir na pele a experiência”.
Gilson,
na Torre Eiffel em Paris(ao lado) e no rio Sena(baixo)

Impressões
de quem vai
Willian Straccioni Pagini,
17 anos e aluno do 4º ano de Mecatrônica, no campus Charqueadas,
relata a expectativa antes do intercâmbio. Ele ficará um mês
nos Estados Unidos:
“Faltando poucos dias para o intercâmbio, está sendo um
momento de planejamento e principalmente de expectativas. O destino da viagem
é San Antonio, no estado do Texas, nos Estados Unidos, sendo que lá
haverá aulas de língua inglesa, gestão e empreendedorismo
na universidade Alamo Colleges.
Acredito fortemente que este será um projeto sucedido em todos os sentidos.
A imersão de poder viver com uma família americana é
algo que abrirá horizontes, sem estereótipos e preconceitos,
mas somente a própria experiência de poder desfrutar dos costumes
e da cultura local. Será muito interessante também apresentar
a cultura e os costumes gaúchos para a família anfitriã
e mostrar que o Brasil não se resume em carnaval e samba. A vida acadêmica
na Alamo Colleges dará outra perspectiva educacional que ajudará
a enriquecer mais o ponto vista do estudante e dará uma nova visão
de mundo. Tenho isso em mente, pois os EUA são considerados referência
mundial em educação. É um momento ímpar que estou
vivenciando, no qual, é proporcionado pelo IFSUL.”