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..Educação e Cultura
Região Carboífera,terça - feira, 24 janeiro, 2012

Rompendo fronteiras
Os intercâmbios culturais motivam jovens a viverem novas experiências longe de casa

Viviane Bueno

Que tal conhecer novas culturas, respirar novos ares, vivenciar o cotidiano de um outro país e passear por aquelas paisagens que era possível admirar apenas em filmes? É através de intercâmbios que essas práticas são possíveis. E para isso, o Instituto Federal Sul-rio-grandense não mede esforços para proporcionar essas experiências aos seus alunos.
De acordo com o chefe de Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão, Luiz Roberto Lima Barbosa, do Campus Charqueadas, o intercâmbio é uma tendência mundial, que só traz benefícios para quem participa.
- O intercâmbio proporciona o aprimoramento da língua, agrega valores. Os alunos absorvem a cultura de outro país, mas também levam na bagagem nossos hábitos e valores pátrios – destaca Luiz Roberto.
Para a psicóloga do núcleo de assistência estudantil, Milene Petracco, a experiência de viajar traz mais autonomia, tanto para os estudantes, como para os pais.
- Distantes da família e em outro país, os alunos sentem-se mais independes – avalia.
Para os alunos que participaram do intercâmbio Brasil-França e para o grupo de irá para os Estados Unidos no próximo mês, foram estipulados critérios técnicos para a escolha dos estudantes.
- Os alunos são selecionados pelos próprios professores e passam por uma avaliação do idioma estrangeiro – afirma Denise Cernicchiaro, assistente social do campus Charqueadas, do núcleo de assistência estudantil.
Denise salienta também que o instituto disponibiliza um espaço para auxiliar os estudantes no período que antecede a viagem.
- É um espaço de escuta e, além de falarmos sobre questões técnicas da viagem, abordamos também a questão da postura deles em outro país. Conversamos com os pais que ficam ansiosos, tanto quanto os estudantes. São realizados seminários para esclarecer diversas dúvidas. O objetivo de fato é estabelecer uma integração – pontua Denise.
De acordo com o diretor geral do Campus Charqueadas, Antônio Pedro Silva Júnior, há um grande interesse nos alunos pela questão do intercâmbio.
- Quem participa compartilha a experiência com os colegas. Nossos alunos foram legítimos representantes do país e da instituição. Foram muito elogiados – ressalta Antonio Pedro.
Denise salienta que os estudantes precisam lidar com as diferenças.
- Eles são um grupo e precisam ajudar uns aos outros. Todos são iguais. É preciso valorizar o que deu certo. Aproveitar ao máximo a viagem. Tudo é aprendizado – diz.

Impressões de quem vem de um intercâmbio

Grupo de Alunos em Le Mans. Em ordem da esquerda para a direita:
Gilson, Jeferson, Lucas, Roger e Robson.

Gilson Leonardo Abreu de Oliveira, 16 anos, é estudante do curso Técnico de Mecatrônica, do campus Charqueadas, enfatiza a experiência vivida durante intercâmbio realizado na Franca:
“A experiência foi incrível, tanto cultural, quanto profissional, pois o modo de viver, ensinar e aprender, vistos na viagem, são diferentes do que os conhecidos por aqui no Brasil. Com esta experiência poderei crescer cada vez mais profissionalmente, e poder aplicar tudo em oportunidades futuras. Tiveram momentos em que fiquei com muita saudade da minha família, mas a cada passeio e a cada atividade nova, milhares de coisas boas passavam pela minha cabeça, e eu agradecia por poder estar vivenciando momentos tão únicos. Os lugares são completamente incríveis. Cidades lindas e cheias de história e cultura por onde se passa. É como viver outra época em tempo real. Nos Liceus, como são chamadas as escolas técnicas francesas, é possível ver uma rotina completamente diferente, com costumes e modos de aprendizagem muito diferentes dos nossos. Posso dizer que voltei desta viagem, com uma bagagem de conhecimento e costumes muito importante para eu me tornar um aluno e um profissional melhor.”
Roger Franco Baldissera, 17 anos, estudante do curso de Mecatrônica, salienta alguns aspectos da viagem à França:
“É uma experiência muito boa. A diferença de cultura é muito grande. Lidei bem com a falta da família, pois as atividades realizadas lá ocupavam nosso tempo. É uma questão de sensação, de sentir na pele a experiência”.


Gilson, na Torre Eiffel em Paris(ao lado) e no rio Sena(baixo)


Impressões de quem vai

Willian Straccioni Pagini, 17 anos e aluno do 4º ano de Mecatrônica, no campus Charqueadas, relata a expectativa antes do intercâmbio. Ele ficará um mês nos Estados Unidos:
“Faltando poucos dias para o intercâmbio, está sendo um momento de planejamento e principalmente de expectativas. O destino da viagem é San Antonio, no estado do Texas, nos Estados Unidos, sendo que lá haverá aulas de língua inglesa, gestão e empreendedorismo na universidade Alamo Colleges.
Acredito fortemente que este será um projeto sucedido em todos os sentidos. A imersão de poder viver com uma família americana é algo que abrirá horizontes, sem estereótipos e preconceitos, mas somente a própria experiência de poder desfrutar dos costumes e da cultura local. Será muito interessante também apresentar a cultura e os costumes gaúchos para a família anfitriã e mostrar que o Brasil não se resume em carnaval e samba. A vida acadêmica na Alamo Colleges dará outra perspectiva educacional que ajudará a enriquecer mais o ponto vista do estudante e dará uma nova visão de mundo. Tenho isso em mente, pois os EUA são considerados referência mundial em educação. É um momento ímpar que estou vivenciando, no qual, é proporcionado pelo IFSUL.”





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