
Um projeto de pesquisa
desenvolvido desde outubro de 2010 resgatou a história da tradicional
Festa de Santo Amaro, que acontece todos os anos no dia 15 de janeiro na vila
histórica do interior de General Câmara. O lançamento
do livro e documentário com todas as informações do estudo
aconteceu na quinta-feira, na igreja, logo após a novena. O trabalho
teve a organização e a coordenação da professora
de História Angelita da Rosa, junto com Marcelo Augusto Mallmann e
é fruto de um ano e meio de levantamentos históricos e antropológicos
da bicentenária Vila de Santo Amaro do Sul.
O livro intitulado “O Patrimônio da Fé: Santo Amaro Sul”,
traz anexo na contracapa um DVD com textos e entrevistas de pessoas da comunidade.
O documentário tem 35 minutos de duração. O projeto,
com o nome “Festa de Santo Amaro: a imaterialidade da fé contextualizando
a história local”, foi aprovado pelo Ministério da Cultura
e patrocinado pela Eletrobrás/Eletrosul, com a realização
da Casa de Cultura de Venâncio Aires. Durante o trabalho, os autores
resgataram o motivo para a adoção do santo como padroeiro da
igreja, a história da vila histórica, a opinião de moradores
e diversos outros aspectos.
Entidades e escolas interessadas em receber de forma gratuita o livro e o
documentário devem encaminhar a solicitação ao Núcleo
de Cultura de Venâncio Aires (Nucva), pelo telefone (51) 3741 5713 ou
pelo e-mail contato@museuvaires.com.br
A vila de Santo Amaro
A vila nas margens do
Rio Jacuí, junto à Barragem de Amarópolis, possui 14
edificações em estilo açoriano e construídas no
século 18 tombadas pelo Instituto do PatrimônioHistórico
e Artístico Nacional (Iphan) e mantém antigas festas típicas.
A criação da vila ocorreu em 1752 e a transferência da
sede da cidade para General Câmara ocorreu em 1939, com a instalação
do Arsenal de Guerra no local, dando início à estagnação
de Santo Amaro.
A Igreja Matriz é o terceiro templo mais antigo do Rio Grande do Sul,
inaugurado em 1787. Os outros construídos antes foram a Matriz de São
Pedro, de Rio Grande, e a Nossa Senhora da Conceição, de Viamão.
O prédio também faz parte do conjunto tombado em novembro de
1998 pelo Iphan.